A diretora de Engenharia da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero), sales decease Eleuza Teresinha Lores, negou hoje conhecer a empresária Silvia Pfeiffer, que tem feito denúncias à imprensa de que haveria um esquema de corrupção montado na empresa.
Em seu depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito do Apagão Aéreo na Câmara, Lores também negou ter participado de qualquer esquema de corrupção na Infraero. “Se ela (Pfeiffer) tem comprovação de que há corrupção, que comprove. Contra mim, não tem nada. Senão já teria sido afastada da empresa. Não recebi nada dela nem de ningúem”, disse a diretora à CPI.
Silvia Pfeiffer está sendo ouvida, neste momento, pela outra CPI do Apagão Aéreo, no Senado. A empresária acusa Lores de receber propina para facilitar que as licitações de obras fossem vencidas por determinadas construtoras.
A diretora da Infraero disse ainda aos deputados que não é filiada a partido, nem tem força política dentro da empresa. Ela colocou seus sigilos bancário e fiscal à disposição dos parlamentares.
Lores também confirmou ter recebido uma vez Zuleido Veras, o proprietário da construtora Gautama, investigada pela Polícia Federal por fraudes em licitações na Operação Navalha. Segundo a diretora, essa reunião teria tido a finalidade exclusiva de tratar de procedimentos técnicos relativos a uma licitação que a Gautama tinha vencido para obras no Aeroporto de Macapá.
Lores afirmou ainda que tem ótimo relacionamento com atual presidente da Infraero, José Carlos Pereira, e reclamou da falta de consistência das denúncias. “Neste país tem uma grande falta de respeito. Todo mundo denuncia todo mundo e não se prova nada.”