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Brasil

Dicas para proteger celular contra golpes no Carnaval 2026

Blocos lotados e transações rápidas elevam riscos de fraudes virtuais, mesmo sem roubo físico, segundo especialista em segurança digital.

Redação Jornal de Brasília

17/02/2026 12h57

dicas para evitar o furto de celular nos blocos de carnaval

Foto: Gustavo Stephan/Riotur

O Carnaval de 2026 promete ser um período de alta vulnerabilidade para golpes virtuais envolvendo celulares, especialmente em meio a blocos lotados e transações financeiras aceleradas. Mesmo sem furtos ou roubos físicos, o aparelho se tornou a principal porta de entrada para criminosos acessarem aplicativos bancários e esvaziarem contas em minutos.

Fraudes durante a folia não se limitam a interações presenciais, como maquininhas de cartão adulteradas. Redes wi-fi falsas e golpes por engenharia social, nos quais estelionatários manipulam emocionalmente as vítimas para obter senhas e dados pessoais, têm resultado em invasões a aparelhos e prejuízos financeiros.

José Oliveira, diretor de Tecnologia (CTO) da Certta, empresa especializada em soluções antifraude, explica que eventos de grande porte como o Carnaval criam o ambiente ideal para esses crimes. ‘Há quebra de rotina, decisões rápidas e um senso de urgência que inibe a reflexão. É exatamente isso que o fraudador explora’, afirma Oliveira.

Entre os fatores que aumentam o risco, Oliveira destaca a alta concentração de pessoas, que facilita furtos e camufla criminosos; a quebra de rotina, com transações fora do padrão que dificultam alertas automáticos; e decisões emocionais, impulsionadas pela pressa e distração, que reduzem a atenção aos detalhes.

O celular é o principal alvo porque concentra aplicativos bancários, carteiras digitais, redes sociais e e-mails, permitindo que golpistas, com o aparelho desbloqueado ou após tentativas de quebra de senha, realizem transferências via Pix, solicitem empréstimos, alterem senhas ou recuperem acessos por e-mail ou SMS.

Para proteger o dispositivo antes de sair de casa, Oliveira recomenda ativar a biometria facial ou digital nos apps bancários; habilitar o ‘modo seguro’ ou ‘modo rua’ oferecido por algumas instituições; desativar o pagamento por aproximação em aglomerações; reduzir temporariamente o limite de Pix; saber como apagar o celular remotamente em Android ou iPhone; e evitar deixar aplicativos financeiros com altos valores em celulares de uso secundário.

Os principais meios de invasão incluem wi-fi falso em blocos, cafés, shoppings e aeroportos, onde criminosos criam redes abertas com nomes semelhantes às oficiais para interceptar dados. Para evitar, prefira dados móveis (4G ou 5G) e não acesse apps bancários em wi-fi público.

Golpes por engenharia social envolvem mensagens ou ligações com senso de urgência, como alertas de ‘compra suspeita’ ou ‘problema no cartão’, forçando decisões rápidas. A sugestão é fazer uma ‘pausa cognitiva’, desconfiar de urgências artificiais e confirmar informações apenas em canais oficiais.

Além disso, a inteligência artificial tem reduzido o custo para criminosos aplicarem fraudes sofisticadas, como deepfakes que imitam voz e imagem, e identidades sintéticas com perfis falsos convincentes. Empresas utilizam sistemas de análise de risco que cruzam dados como localização, tipo de aparelho e padrões de comportamento, mas a quebra de hábitos durante o Carnaval, incluindo viagens, dificulta essas detecções.

Caso o celular seja roubado, as ações imediatas incluem bloquear o aparelho pela operadora ou pelo serviço Celular Seguro; apagar dados remotamente via Google ou Apple; avisar o banco para bloquear contas e cartões; registrar boletim de ocorrência; e alterar senhas de e-mail e redes sociais.

A recomendação principal de José Oliveira é desacelerar: ‘Antes de digitar uma senha, clicar em um link ou confirmar um pagamento, pare por alguns segundos’. Ele enfatiza que, em um ambiente de festa e aglomeração, a tecnologia auxilia, mas a primeira barreira contra golpes é o comportamento do usuário.

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