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Dia do caminhoneiro: como o exame toxicológico ajuda na redução de acidentes

Cerca de 140,7 mil motoristas de caminhão fazem uso de drogas, sendo que o entorpecente mais utilizado é a cocaína

Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

Considerando que a utilização de drogas é o responsável por mais de 5 mil acidentes nas rodovias federais, de acordo com a Confederação Nacional do Trânsito (CNT) o Dia do caminhoneiro, comemorado dia 16 de setembro, mostra a importância do debate sobre o uso de entorpecentes no trânsito e o exame toxicológico obrigatório.

Segundo um levantamento do SOS Estradas, de março de 2016 a setembro de 2020, cerca de 140,7 mil motoristas de caminhão fazem uso de drogas, sendo que o entorpecente mais utilizado é a cocaína.

No mesmo sentido, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) alerta para o consumo de substâncias psicoativas, já que eles afetam o funcionamento do cérebro, o que reduz a capacidade de direção ao retardar o tempo de reação e de processamento de informações, além da diminuição da coordenação perceptivo motora e do desempenho do motor.

Teste

Pensando nisso, em abril deste ano, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) atualizou a penalidade aos motoristas de caminhões, vans e ônibus, com idade inferior a 70 anos, que não realizarem o exame toxicológico a cada dois anos ou seis meses.

O teste é obrigatório aos motoristas profissionais, autônomos ou em regime de CLT, ara manutenção, renovação e emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH), inclusive nos processos que envolvem contratações e desligamentos.

Os condutores que forem flagrados com o exame vencido há mais de 30 dias serão penalizados com multa gravíssima no valor de R$ 1.467,35, além de ter a CNH suspensa por três meses.

“O teste toxicológico representa uma revolução na forma de prevenção. Ele é essencial para a redução do número de acidentes em estradas e vias urbanas, porque ajuda a assegurar a segurança de todo o trajeto, inclusive para terceiros. Quando o controle é maior, ampliamos também as chances de preservarmos a saúde dos condutores, sem colocar suas vidas em risco”, reforça Henrique Bicalho, Diretor de Negócios do Laboratório ChromaTox, pioneiro em análises toxicológicas no Brasil

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