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Brasil

Dia D de vacinação contra sarampo e febre amarela ocorre em São Paulo neste sábado

Ação do Ministério da Saúde reforça bloqueio ao sarampo após casos importados e amplia proteção contra febre amarela na capital paulista.

Augusto Santos Verçosa

23/01/2026 15h33

vacina sarampo

Foto: Marcelo Loli/MS

O Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura de São Paulo, promove neste sábado (24) o Dia D de vacinação contra sarampo e febre amarela na capital paulista. O ministro Alexandre Padilha participa da mobilização, que visa reforçar o bloqueio ao sarampo após a confirmação de dois casos importados em 2025, rapidamente controlados pelas ações de vigilância.

As vacinas estarão disponíveis gratuitamente em todas as unidades de saúde da cidade, das 8h às 17h, e nos Centros Educacionais Unificados (CEUs) e pontos estratégicos, das 9h às 16h. A vacina contra o sarampo é indicada para pessoas de 12 meses a 59 anos, enquanto a de febre amarela é recomendada para indivíduos de 9 meses a 59 anos. Para ampliar o alcance, o Governo Federal enviou mais de 7,3 milhões de mensagens via WhatsApp para maiores de 18 anos residentes em São Paulo, orientando sobre esquemas vacinais incompletos.

São Paulo foi selecionada para a ação devido a critérios epidemiológicos, como o intenso fluxo internacional e a presença de grandes aeroportos, que aumentam o risco de casos importados de sarampo. O Brasil mantém o status de país livre da doença, reconhecido pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) em 2024, com cobertura vacinal acima de 95%. Em 2025, foram confirmados 38 casos importados no país, mas sem transmissão secundária, graças à vigilância coordenada entre Ministério, estados e municípios.

No caso da febre amarela, a iniciativa busca ampliar a proteção para não vacinados e aqueles que receberam dose fracionada em 2018, durante o surto na capital que afetou cerca de 5 milhões de pessoas. Entre julho de 2024 e junho de 2025, o Brasil registrou 122 casos em humanos e 48 óbitos, com São Paulo concentrando 62 infecções e 35 mortes. Atualmente, não há casos em humanos no monitoramento recente, mas 39 ocorrências foram identificadas em primatas não humanos.

Desde dezembro, ações contínuas de vigilância, busca ativa e bloqueio vacinal são realizadas em territórios de maior risco. O SUS garante estoques regulares de vacinas, e para idosos sem comprovante, a indicação é avaliada individualmente, especialmente em áreas de circulação do vírus ou para viagens.

*Com informações do Ministério da Saúde

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