O próximo Mundial de Fórmula 1 terá dois estreantes brasileiros: Lucas di Grassi e Bruno Senna. Ambos correrão em equipes que também participarão pela primeira vez da disputa, mas tantas coincidências não fazem Di Grassi ter como objetivo bater o compatriota da Campos.
“O Bruno é meu amigo e na pista vou tentar vencê-lo como faria com qualquer outro piloto. Lutarei contra ele da mesma forma que contra os outros 25”, garantiu o paulista, que correrá pela Virgin Racing.
Contemporâneo também de Nelsinho Piquet, Di Grassi acabou preterido pelo filho de Nelson Piquet na Renault, permanecendo nos últimos dois anos como reserva no time francês.
O próprio Lucas admite que não ter um sobrenome famoso prejudicou, de fato, a sua trajetória. “Sempre briguei por patrocínios com outros pilotos com sobrenome de peso e as empresas tendiam a patrociná-los e não a quem estava em ascensão”, destacou.
Ao justificarem as escolhas por suas respectivas equipes, Lucas e Bruno dizem que optaram “pela melhor das estreantes”. Saber quem está certo só será possível durante a temporada 2010, mas Di Grassi apontou os seus argumentos.
“Conheço a história da Manor (equipe que deu origem à Virgin) e sei que eles são sérios, não iriam entrar na Fórmula 1 para sair rapidamente. A Virgin foi a minha escolha ideal pela estrutura, ideologia e filosofia no curto e no longo prazo. Eles não querem estar lá para fazer política, mas sim para correr. A Virgin vai chegar para fazer um trabalho sólido e inovador”, destacou.
Di Grassi e Bruno Senna competiram um contra o outro nas temporadas 2007 e 2008 da GP2: há dois anos, Lucas se deu melhor ao ser vice-campeão, enquanto o sobrinho de Ayrton foi o oitavo em seu ano de estreia na categoria. Já na temporada do ano passado, Bruno terminou a classificação em segundo, uma posição à frente de Di Grassi, que não disputou as seis primeiras provas do ano.