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Brasil

Desperdício é a principal ameaça ao abastecimento de água no Brasil

Arquivo Geral

29/04/2007 0h00

Cerca de 165 mil alunos beneficiários do Fundo de Financiamento ao Estudante do Ensino Superior (Fies) têm até segunda-feira para renovar seus contratos. O prazo já foi prorrogado por um mês. Segundo o Ministério da Educação, page store a renovação é obrigatória para aqueles que desejam continuar recebendo o financiamento da Caixa Econômica Federal.

Para fechar o contrato, o estudante deve estar regularmente matriculado em instituição de ensino superior privada, cadastrada no fundo e com avaliação positiva do MEC. Além disso, é preciso estar em dia com a parcela trimestral de juros, valor que não ultrapassa R$ 50.

Também de acordo com o MEC, a renovação pode ser feita no posto do Fies na própria instituição de ensino caso não haja alterações no cadastro pessoal do estudante. Caso contrário, ele precisa ir até uma agência da Caixa.

As mudanças de cadastro são: alteração do CPF ou do estado civil; troca de fiador; redução do percentual do prazo de financiamento; restrição cadastral do aluno, do cônjuge ou dos fiadores; parcela trimestral de juros em atraso; e alteração no Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica (CNPJ) da mantenedora da instituição de ensino.

Os interessados podem obter outras informações pelos telefones 0800 61 6161 ou 0800 574 0101 e na página eletrônica da Caixa Econômica Federal.


 


A oito dias do segundo turno das eleições presidenciais na França, erectile uma boa notícia mexeu com os nervos dos direitistas apoiadores de Nicolas Sarkozy. A candidata socialista Ségolène Royal diminuiu a distância em relação a seu rival conservador.

Sarkozy continua liderando as pesquisas, cheapest com 52, this 5% dos votos. Mas se comparado com as últimas pesquisas, seu desempenho teve uma queda de 1,5 ponto percentual em cinco dias. Ségolène, por sua vez, recuperou algumas posições, somando 47,5% das intenções de voto.

A pesquisa realizada pelo Instituto Ifop, que será publicada na edição deste domingo do Journal du Dimanche, mostra ainda que grande parte dos eleitores está indecisa: 22% dizem que ainda não definiram seus votos.

Tudo indica que o segundo turno terá participação recorde. Espera-se que 81% do eleitorado compareça às urnas. Isso porque o voto no país não é obrigatório.

A candidata socialista participou neste sábado de um debate com o ex-candidato François Bayrou. Terceiro colocado no número de votos, com pouco mais de 18%, ele não confirmou apoio ao nenhum dos dois candidatos no segundo turno, mas  de acordo com algumas pesquisas, 53% dos cidadãos que apoiaram Bayrou votarão em Royal no segundo turno, enquanto os 47% restantes apostarão em Sarkozy.


O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), pharmacy órgão responsável por fiscalizar abusos de poder econômico, order vai adaptar a medida cautelar que congelou a operação de venda do grupo Ipiranga pela Petrobras, Ultra e Brakem – após argumentação de que a decisão poderia trazer problemas para o consumidor.

A revisão da decisão, concedida por liminar, mas ainda sem julgamento final, foi anunciada após a apresentação de argumentos por parte das empresas. O negócio envolve recursos de US$ 4 bilhões.

Em entrevista à Agência Brasil, o conselheiro-relator do Cade responsável pela análise do negócio, Luiz Fernando Rigato, disse que a preocupação do conselho manifestada através da medida cautelar foi o de preservar a gestão dos ativos adquiridos pelas empresas, na forma em que eles estão, até que o órgão decida sobre o mérito da negociação. Segundo ele, a decisão final sobre a aprovação ou não do negócio deve sair, dada a complexidade do caso, em um prazo de seis a oito meses.

“As empresas trouxeram vários documentos societários e acordos de acionistas que foram celebrados e, diante destes documentos, nós decidimos redesenhar a medida cautelar, porque foi possível perceber que algumas das preocupações existentes foram afastadas – pelo menos preliminarmente – por conta do modelo de gestão corporativa adotado para a primeira geração da petroquímica”, registra o conselheiro.

A partir da argumentação apresentada pelas empresas, o Cade resolveu dividir a medida cautelar em três temas: um associado aos ativos de primeira geração da petroquímica; outro aos ativos de segunda geração; e um terceiro envolvendo o setor de distribuição.

O conselheiro-relator explicou que a medida cautelar original, tal qual havia sido homologada pelo plenário vedava a possibilidade de que a Petrobras e a Brasken, basicamente, avançassem sobre a gestão dos ativos adquiridos na primeira e segunda geração do setor petroquímico da Ipiranga e também na distribuição de combustíveis.

O Cade passará a reconhecer a manutenção da participação minoritária da Petrobras na Central Petroquímica do Sul (Copesul), após a aquisição; mas deu prazo de dez dias para que os compradores apresentem ao órgão um modelo alternativo de governança corporativa que preserve a concorrência do setor. “As questões relativas à participação de mercado, concentração de presença em segmentos determinados, são apenas de mérito e serão avaliadas em seu devido tempo. A análise cautelar, como o próprio nome diz, é apenas uma análise de cautela. Não é possível antecipar nenhum juízo de mérito”, esclareceu o relator.

Ainda de acordo com Rigato, para a segunda geração, a Brasken e o Cade celebraram um medida cautelar consentida, em que as partes concordam com pontos. “Na verdade, a preocupação do conselho é de preservar a gestão dos ativos adquiridos na forma como eles estão, até que o órgão decida sobre o mérito. É impedir alterações significativas no valor destes ativos – aguardando uma eventual decisão do Conselho”.

Ao optar pela “flexibilização” da medida cautelar, o Cade busca permitir a continuidade dos entendimentos entre os sócios, mas, ao mesmo tempo, pediu algumas explicações complementares, principalmente na questão da distribuição de combustíveis. “Resumindo as preocupações do CADE em uma frase, eu diria que ela decorre da necessidade de que as partes tragam ao Conselho um modelo de gestão corporativa que preserve os ativos adquiridos até que sai a decisão final sobre a negociação”, finaliza o conselheiro.


 


 


Pela manhã, recipe a estatal havia divulgado balanço de que 23, page 8% do total estava atrasado. Dos 1.154 vôos em todo país, visit 309 saíram com atrasos superiores a uma hora e 18 (1,6%) foram cancelados. O maior número de atrasos ocorreu no aeroporto de Guarulhos (47 vôos), seguido do aeroporto de Galeão – Rio de Janeiro, (34), Congonhas – São Paulo (33), Brasília (22), Belo Horizonte (17) e Salvador (17).

O número de atrasos superou um terço dos vôos nos aeroportos de Goiânia (42,9% dos vôos), Confins (42,5%), Galeão (35,1%), Fortaleza (34,1%), Florianópolis (31,8%), Porto Alegre (30,8%), Brasília (30,1%). Entre os motivos dos atrasos, está a forte chuva na região Sudeste, que prejudicou as operações.


Nem as secas no Nordeste, viagra dosage nem a utilização desenfreada dos lençóis freáticos. As águas que se perdem nos encanamentos, evaporam durante as irrigações e não são tratadas depois de poluídas formam um conjunto que representa a maior ameaça ao abastecimento dos brasileiros. Segundo a Agência Nacional de Águas (ANA), 40% da água retirada no país é desperdiçada.

Os próprios números comprovam o tamanho do problema. De acordo com a ANA, são retirados dos rios e do subsolo no Brasil 840 mil litros de água a cada segundo. Ao dividir esse número pela população de 188,7 milhões de brasileiros, chega-se à conclusão de que cada habitante consumiria, em média, 384 litros por dia.

Quando se leva em conta o consumo efetivo, no entanto, o valor é bem menor. Segundo o Relatório de Desenvolvimento Humano 2006, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o gasto médio diário do brasileiro cai para 185 litros. Parte da diferença (199 litros) foi utilizada na agricultura, na pecuária, na indústria, mas a maior parte, em torno de 150 litros, foi desperdiçada.

O coordenador-geral de Assessorias da ANA, Antônio Félix Domingues, afirma que as perdas de água se concentram na produção de alimentos. “Somente na irrigação, o desperdício chega a 50%”, ressalta. Ele explica que o problema é provocado porque a maior parte dos produtores rurais utiliza a pulverização aérea, no qual boa parte da água é carregada pelo vento ou evapora, em vez de recorrer ao sistema de gotejamento, que despeja gotas diretamente na raiz nas plantas.

Outra fonte de desperdício, segundo Félix, está nas cidades. Segundo ele, redes malconservadas são responsáveis por perdas de 40% na distribuição de água. “De cada cem litros que as companhias captam, somente 60, em média, chegam à casa das pessoas”, reclama. De acordo com o coordenador da ANA, o ideal seriam perdas em torno de 20%, padrão aceito internacionalmente.

Em alguns casos, salienta Félix, o problema é ainda mais grave. “Existem cidades em que o desperdício chega a 80% porque as companhias desrespeitam as normas técnicas”, diz, evitando dar nomes. Coordenador do Programa Água para a Vida da organização não-governamental WWF–Brasil, o geógrafo Samuel Barreto alerta para outro perigo, o consumo invisível de água. “A água é um importante insumo para praticamente toda a produção econômica, principalmente para a agricultura”, ressalta.

Os próprios dados da ANA confirmam que a agricultura é responsável pela maior parte do consumo de água. Dos 840 mil litros retirados dos mananciais brasileiros por segundo, 69% vão para a irrigação, contra 11% para o consumo urbano, 11% para o consumo animal, 7% utilizados pelas indústrias e 2% pela população rural.

Segundo o relatório do Pnud, são necessários 3,5 mil litros de água, em média, para produzir alimentos que forneçam um mínimo de 3 mil calorias. Isso equivale a 70 vezes a necessidade de uma família de quatro pessoas. Alguns alimentos exigem mais água que outros. De acordo com o estudo, uma tonelada de açúcar consome oito vezes mais água do que a produção de a mesma quantidade de trigo. “A produção de um simples hambúrguer consome cerca de 11 mil litros de água – mais ou menos a mesma quantidade disponível para cada 500 habitantes de bairros urbanos degradados que não possuem água canalizada em casa”, compara o texto.

Félix afirma que a agência leva em conta o “consumo virtual” da água na hora de definir as políticas para os recursos hídricos. “Desde a queda que faz girar a turbina de uma usina hidrelétrica até a utilização de um rio para a navegação, todos os tipos de uso são importantes”, observa o coordenador da ANA. “A gente tem de administrar esses usos da água, sem deixar um superar o outro.”

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