A Renault terminou o treino oficial para o Grande Prêmio da Austrália deixando a impressão de que poderia ter feito mais. Enquanto o italiano Giarcarlo Fisichella foi o sexto colocado com o razoável tempo de 1min27s634, o finlandês Heikki Kovalainen foi apenas o 13º, cravando 1min26s964.
Não seria um resultado de todo desastroso se não fosse por um detalhe: a BMW-Sauber colocou seus dois carros na frente da Renault de Fisichella. Enquanto o alemão Nick Heidfeld abre a segunda fila com o tempo de 1min26s556, o polonês Robert Kubica larga duas posições atrás, dividindo a terceira fila exatamente com o Físico.
O resultado, é claro, não tranqüilizou nem um pouco a escuderia alemã. Perguntado se a BMW achava que levaria vantagem sobre os carros franceses, o diretor esportivo Mario Theissen foi enfático: “Não. Estamos esperando algo mais deles”.
Ele não foi o único a demonstrar preocupação com a performance da Renault no treino oficial. O próprio Heidfeld admite que a pretensão de sua equipe era apenas ficar no pelotão atrás de Ferrari e McLaren neste ano, mas que esperava um pouco mais dos RS27 de Fisichella e Kovalainen. Pelo menos em Melbourne.
Entretanto, ele sabe que o desempenho francês pode reservar surpresas. “Honestamente, eu estou um pouco surpreso pelo fato de a Renault não ter sido mais rápida hoje (sábado). Eu esperava que eles estivessem na frente também. Só veremos amanhã na corrida como as coisas estão, mas sabemos como elas funcionam. A gente nunca sabe quanto combustível os outros têm”, explicou o alemão.
Na Renault, a explicação de Giancarlo Fisichella para o desempenho ruim é que sua trajetória na superpole teria sido atrapalhada pela Super Aguri de Takuma Sato. Mesmo assim, ele reconhece que a primeira colocação no treino passou longe das pretensões de sua equipe.
“Sabemos que nossa velocidade em uma volta isolada não é tão competitiva quanto nosso desempenho em longas distâncias”, afirmou o Físico. “Obviamente, esta performance não foi boa como queríamos. Mas não há motivos para nos determos nisso agora”, completou Heikki Kovalainen.