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Brasil

Deputado do PL se envolve em tumulto na UFBA, e assessor empurra estudante

Deputado diz ter ido à faculdade apurar denúncia de depredação e afirma que equipe reagiu às agressões

Redação Jornal de Brasília

20/08/2026 17h04

deputado do pl se envolve em tumulto na ufba

Foto: Reprodução

JOÃO PEDRO PITOMBO
FOLHAPRESS

O deputado estadual da Bahia Diego Castro (PL) se envolveu em uma confusão na manhã desta quinta-feira (20), em uma visita à Faculdade de Comunicação da UFBA (Universidade Federal da Bahia), em Salvador.

Ele afirma que foi à universidade apurar uma denúncia de depredação do patrimônio e gravou vídeos retirando adesivos das campanhas do governador Jerônimo Rodrigues (PT) e do presidente Lula (PT) que haviam sido colados nas paredes externas da faculdade.

A ação provocou reação de estudantes, que discutiram com o deputado no pátio da faculdade. Vídeos mostram o parlamentar sendo empurrado em meio à confusão. Na sequência, um dos assessores do deputado empurra um estudante contra uma parede.

Em nota, o deputado disse que foi à faculdade para apurar uma denúncia e retirou parte dos adesivos das paredes da faculdade até ser cercado por estudantes.

Castro disse ainda que sua equipe foi agredida e reagiu ao tumulto, classificando o episódio como uma “situação lamentável”.

O diretor da Faculdade de Comunicação, professor Washington Souza, criticou a entrada do parlamentar e de sua equipe na universidade. A ação do deputado resultou na interrupção de atividades acadêmicas destinadas à recepção dos calouros.

“É inadmissível que isso ocorra em uma instituição de ensino público federal, que é uma instituição que os contribuintes têm para ensino e pesquisa”, afirmou.

O diretor também disse que se apresentou e tentou conversar com o deputado, mas não houve disposição para o diálogo. Também lamentou que o parlamentar tenha ido ao local cercado por seguranças, que impediram a livre circulação de alunos e professores na faculdade.

“É uma estrutura de ação comparável a uma milícia ou a organizações criminosas que cerceiam o ir e vir da população, que limitam os serviços públicos”, afirmou.

A direção da Faculdade de Comunicação registrou uma queixa na Polícia Civil, que vai apurar as circunstâncias do episódio.

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