Neste ano, a equipe conquistou ainda a Liga Mundial e somou 26 vitórias e apenas duas derrotas. Para chegar a tudo isso, porém, foi necessário superação. Depois da vitória em Moscou, no final de agosto, os principais jogadores tiveram pouco tempo de descanso e voltaram a seus clubes na Europa, fato sempre ressaltado por ele no decorrer das últimas semanas.
“Foi um ano de duas vitórias extremamente importantes. Houve dificuldades por causa do desgaste e lidar com isso não é simples. É uma relação complicada por causa dessa pressão contínua, dessa busca incessante pela vitória. Ao mesmo tempo, foi um ano gratificante pelos resultados que conseguimos obter”, disse o treinador.
Sempre exigente, o treinador também fez questão de não deixar de lado o que ainda vê como possibilidade de melhoras na seleção. Segundo ele, a única derrota na competição, contra a França, ainda na primeira fase, serviu para que o grupo focasse em fundamentos para o restante do torneio.
“A França deu lições importantes no Mundial pelo que mostraram no sistema defensivo. A questão do saque pode melhorar ainda mais. Vamos trabalhar muito para isso. É preciso haver uma consciência individual dos jogadores de que eles precisam trabalhar isso nos seus clubes”, garantiu.
Além do balanço, Bernardinho já iniciou os projetos para 2007, ano em que o Brasil terá pela frente novamente a Liga Mundial (em que luta pelo sétimo título), os Jogos Pan-americanos (único título que falta para esta geração), a Copa América, o Campeonato Sul-americano e a Copa do Mundo, que vale vaga nos Jogos Olímpicos de Pequim-2008.
“Aos poucos vamos conversar e avaliar bem o que vamos fazer, traçar um planejamento e apresentá-lo à equipe. Isso porque eu posso tomar a decisão final, mas é um processo que tem de ser feito a 40 mãos. São 20 pessoas decidindo as coisas. Não é aquilo que eu quero que tem de prevalecer, é o que nós achamos que é melhor”, explicou.
Justamente pelo acúmulo de torneios, o que ele já sabe é que será preciso priorizar algumas competições. “É impossível você disputar quatro, cinco competições e achar que vai conseguir ganhar todas. Espero que possamos fazer isso, que os jogadores ainda tenham dentro deles uma reserva de vontade”, destacou. “Mas este é o nosso objetivo e é para isso que vamos trabalhar”.
Lançamento de livro
Aproveitando a conquista do Mundial, Bernardinho lança livro no Brasil com história de sua trajetória vencedora no vôlei. “Transformando suor em ouro” mostra o lado de treinador e outras histórias que o levaram a ser referência de sucesso no país, tanto no esporte como fora das quadras.