Menu
Brasil

Defesa Civil começa demolição de casas após explosão no Jaguaré, em SP

Redação Jornal de Brasília

15/05/2026 7h01

Foto; reprodução/Redes Sociais

Foto; reprodução/Redes Sociais

A Defesa Civil começou nesta quinta-feira (14) as demolições de cinco casas interditadas definitivamente após a explosão causada por uma obra da Sabesp no Jaguaré, na zona oeste de São Paulo.

A Polícia Técnico Científica pediu que as demolições sejam feitas para que o local seja escavado em busca de evidências periciais para o laudo da explosão.

Até o final da tarde desta quinta, 112 residências da região foram vistoriadas -27 seguem interditadas e 85 foram liberadas para o retorno dos moradores.

Também nesta quinta, segundo o governo Tarcísio de Freitas (Republicanos), a CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano) mapeou 80 imóveis na região para atender as famílias que perderam casas e precisam ser levadas para novas moradias.

Cinquenta famílias foram cadastradas até o momento. Elas podem optar pela transferência imediata para apartamentos mobilizados da CDHU, compra de um imóvel por carta de crédito ou auxílio aluguel.

As despesas com as novas moradias e a reconstrução dos imóveis serão pagas pela Sabesp e Comgás.

Segundo as concessionárias, 232 pessoas foram cadastradas e receberam auxílio emergencial de R$ 5 mil para despesas imediatas. As famílias desabrigadas foram levadas para hotéis. O governo garante que todos os danos serão ressarcidos pelas empresas.

O pintor autônomo Francisco Bondemba da Silva, 57, conhecido como Bodenga, morreu nesta quinta após dias internado em estado grave por causa da explosão.

Francisco é a segunda morte causada pelo acidente. Ele aparece em vídeos gravados por moradores logo após a explosão, na tarde de segunda-feira (11). Com a força do impacto, o corpo dele foi arremessado para fora da casa onde estava.

Como foi a explosão


A explosão ocorreu durante uma obra realizada pela Sabesp em uma área com rede compartilhada da Comgás. O acidente já havia causado a morte do segurança Alex Sandro Fernandes Nunes, 49, enterrado na quarta-feira (13) no interior de Minas Gerais.

Além das duas mortes, outras vítimas ficaram feridas. Um funcionário terceirizado da Sabesp passou por cirurgia após sofrer traumatismo craniano e outro morador recebeu alta nos dias seguintes ao acidente.

Após a explosão, o governador afirmou que o estado irá responsabilizar as concessionárias e declarou que “a mão pesada do Estado vai se fazer presente”.

A Polícia Civil e o Instituto de Criminalística investigam as causas da explosão. A Sabesp suspendeu temporariamente obras com compartilhamento de solo entre concessionárias após o acidente.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado