Recordista sul-americano do salto triplo, Jadel Gregório reconhece que está devendo: pela primeira vez em sete anos, o paranaense fecha uma temporada sem saltar além de dezessete metros. De volta ao Brasil, porém, ele promete retornar ao melhor de sua forma no ano que vem.
“As minhas marcas caíram bastante, são dois anos de resultados ruins”, admitiu o saltador, cujo melhor resultado de 2010 foi 16,98m no GP do Rio de Janeiro, em maio. “Sempre tive um pouco de tendinite, mas em 2009 eu não cuidei e este ano ela vai com mais força ainda nos dois joelhos”, justificou.
A lesão foi especialmente ruim para Jadel porque o atleta depende muito da força para chegar mais longe. “Minha parte técnica sempre foi ruim, mas eu compensava na velocidade”, declarou.
O processo de recuperação inclui uma nova etapa da carreira: após cinco anos na Inglaterra, ele se estabeleceu em São Paulo e há duas semanas treina com Neilton Moura em São Caetano. “Meus filhos estavam ficando confusos de tanto viajar de lá para cá, tantas línguas na cabeça”, explicou.
Feliz, Jadel ainda busca um clube para defender, mas já faz planos ambiciosos. “Em 2011 se eu não passar da minha melhor marca (17,90m), eu consigo beirar. Está muito favorável para eu conseguir saltar isso ou mais”, destacou.
Já no próximo mês de janeiro, ele pretende competir nos Estados Unidos, a fim de avaliar o resultado dos treinos. Depois, as metas passam a ser o Mundial Militar (em julho, no Rio), o Mundial de atletismo (entre agosto e setembro na Coreia Sul) e o Pan (em outubrom, no México). “Vou precisar de três picos de treinamento”, acredita.
Com 31 anos completados na última quinta-feira, Gregório mira pelo menos mais seis anos de carreira. “Em Londres eu ainda vou estar um bebê. Vou até as Olimpíadas do Rio. Vocês ainda vão me ver bastante por aí, e saltando bem”, prometeu.