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Brasil

Davidson lamenta problemas, mas Super Aguri comemora resultados

Arquivo Geral

19/03/2007 0h00

Depois de passar toda a temporada de 2006 vendo o grid de largada da Fórmula 1 da parte de trás, a Super Aguri começou o ano mostrando serviço. Logo no Grande Prêmio da Austrália, primeira etapa do ano, a equipe japonesa colocou seus carros nas 10ª e 11ª colocações no treino classificatório, concluindo a corrida na 12ª e na 16ª posições.

O desempenho foi comemorado pelo japonês Takuma Sato, que tem como melhor resultado com a escuderia o décimo lugar no Grande Prêmio do Brasil do ano passado. “É um começo positivo para a temporada, com dois carros confiáveis terminando a corrida”, afirmou Takuma, feliz com o desempenho de sua Super Aguri na corrida.

“Tive uma largada bem empolgante entre o pelotão da frente, que pude aproveitar bem. Mas com condições variáveis de pista, eu sofri um bocado com o balanço do carro, o que acabou atrapalhando para que tirássemos o máximo dele”, lamentou o piloto, com passagens por BAR e Jordan e que não dá muita importância para os problemas que enfrentou no início da prova.

“Levo um aprendizado positivo de que vamos ter que trabalhar mais daqui pra frente. Durante meu segundo pit stop, perdemos algum tempo que afetou nossa posição final. Foi falta de sorte, mas acho que mostramos um bom desempenho e começamos muito bem, o que me deixa ansioso para tentar outra boa corrida na Malásia”, finalizou.

Companheiro de Sato, o britânico Anthony Davidson sempre foi conhecido como um piloto bom de treinos, mas com desempenho ruim nas corridas. Desde 2002, ele passou por BAR, Minardi e Honda, com bons treinos no ano passado pela última e sem jamais completar uma prova com as duas primeiras.

Desta vez, a sorte parece ter sorrido para Davidson. Além de ter treinado muito bem no sábado, o piloto ainda conseguiu completar a prova com o carro da equipe de Aguri Suzuki. Apesar do bom resultado, o britânico fez questão de lembrar que teve dificuldades para conseguir chegar inteiro até o final.

“O carro teve problemas na largada, o que foi vergonhoso porque eu não consegui sair direito. Já na curva um eu estava em último lugar, então precisei me recompor e pensei que talvez pudesse ganhar algumas posições no começo da corrida”, afirma o dono do carro 23, que largou da sexta fila e que teve problemas com a concorrência.

“Eu tentei passar por uma das Spyker e fui acertado com bastante força, apesar de eu ter achado que havia espaço suficiente. O carro foi para o ar e caiu com muita força, machucando minhas costas. A pancada ainda me trouxe alguns problemas com o rádio”, lembrou Anthony Davidson, que ainda conseguiu completar a prova na penúltima colocação entre os carros que cruzaram a linha de chegada.

Com tantos problemas alheios a seu carro, o britânico é otimista quanto às possibilidades de mostrar um melhor desempenho na próxima corrida, dia 8 de abril, na Malásia. Para isso, basta que a escuderia nipônica consiga consertar as várias avarias nos próximos dias, o que deve ocupar bastante o tempo dos mecânicos nos testes marcados para o próprio circuito de Sepang, entre os dias 27 e 29.

“Acho que temos que trabalhar em nosso ritmo para a próxima corrida, então precisaremos percorrer maiores distâncias em Sepang para entendermos o que acontece com o nosso balanço. Meu carro sofreu grandes estragos; todo o lado do chassi se foi, o assoalho está quebrado e eu perdi muita pressão aerodinâmica, o que tirou muita de minha velocidade. Foi uma briga, mas eu consegui completar a corrida e vi pela primeira vez a bandeira quadriculada”, comemorou.

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