“Um bom piloto adora entreter os fãs e sair em público à frente de multidões”, iniciou Hill, que hoje é presidente do clube de pilotos britânicos. “Isso é um assunto que deve ser levado em consideração, devendo-se repensar os negócios financeiros que envolvem o automobilismo e ter em mente a verdadeira razão pela qual o esporte existe”, completou.
De acordo com o campeão mundial de 1996, muitos pilotos como o canadense Jacques Villeneuve e o irlandês Eddie Irvine perderam popularidade por deixar seus fãs para o segundo plano, visando aos pagamentos que recebiam por publicidade. “Hoje em dia, você vê o circo da F-1 fechado a personalidades que comandam as empresas que financiam os eventos. É muito fácil deixar seus seguidores de lado se você está sendo visto na televisão por mais de 350 milhões de fãs. O problema é quando eles não estarão mais lá”, emendou, avisando os novos pilotos e os digirentes do risco que correm se adotarem tal postura.
Para finalizar, o ex-piloto inglês usou seu próprio exemplo de quando era criança para precaver os envolvidos com a principal modalidade automobilística do mundo. “Na minha infância, eu não me importava com o logotipo que vinha estampado na lateral do carro, eu apenas queria torcer pelo meu piloto favorito”, encerrou.