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Brasil

Cubana reforça seleção italiana e acirra rivalidade com Brasil

Arquivo Geral

18/08/2007 0h00

A seleção brasileira encerrará sua participação na fase classificatória do Grand Prix na manhã deste domingo, às 6h (de Brasília), contra a Itália. O último jogo entre as equipes, realizado no dia 5 deste mês na cidade italiana de Verona e válido pela primeira etapa da competição, foi eletrizante. O Brasil venceu no tie-break (25/19, 24/26, 26/24, 24/26 e 15/8), sendo que a maior pontuadora foi a cubana naturalizada italiana Taimaris Aguero, com 29 acertos.

Aos 30 anos, Aguero ocupa o primeiro lugar no ranking das pontuadoras com 149 acertos. A oposto, que disputa sua primeira competição pela Itália, está corretamente escrita no Grand Prix. De acordo com as normas da Federação Internacional de Voleibol (FIVB), um atleta com dupla nacionalidade pode estrear e defender a nova seleção caso esteja há dois anos sem disputar jogos oficiais por uma equipe estrangeira ou pelo seu país de origem.

Bicampeã olímpica (Atlanta-1996 e Sidney-2000), Aguero não participava de jogos internacionais por Cuba há seis anos, quando atuou na Montreux Volley Masters. Agora, a principal jogadora da Itália fala sobre os duelos com o Brasil e revela que não enfrentará Cuba neste Grand Prix, caso as seleções se classifiquem para a fase final.

Como as cubanas encaram a rivalidade com as brasileiras no vôlei?
As cubanas sempre consideraram o Brasil como o seu principal rival no vôlei. Fora de quadra existe muito respeito, mas durante o jogo o clima esquenta devido à rivalidade. Um jogo inesquecível foi aquele válido pela semifinal da Olimpíada de Atlanta, em 96, quando o Brasil contava com grandes jogadoras, entre elas Marcia Fu, Ana Mozer e Ana Paula. Cuba também tinha uma bela equipe, com atletas como a Carvajal, que sempre fui fã. A cada ataque brasileiro que nós conseguíamos bloquear, vibrávamos bastante na rede. Eu não era titular naquela equipe cubana e sempre tive um comportamento mais contido. Ficava fora das provocações. Mas foi um jogo marcante na minha carreira. Não posso deixar de lembrar a vitória de Cuba sobre o Brasil, quatro anos depois, também numa semifinal olímpica. Desta vez, em Sidney, eu era titular. Nas duas oportunidades ganhamos em seguida a medalha de ouro olímpica. São as grandes conquistas da minha carreira, além do título no Campeonato Mundial Juvenil, em 97, quando recebi três prêmios, entre eles o de melhor jogadora da competição.

Existe diferença entre enfrentar o Brasil por Cuba e pela seleção italiana?
O Brasil conta com jogadoras jovens e altas. Assim como a Rússia, está entre as três principais forças do vôlei mundial. A terceira força, talvez, seja a seleção de Cuba. Sempre entro em quadra para jogar bem e defender o meu país. Foi assim quando atuei pela seleção cubana e está sendo da mesma forma pela Itália. Os jogos contra o Brasil sempre tiveram um gosto especial. As brasileiras são fortes no bloqueio e na defesa. Por isso, sempre gostei de enfrentá-las. O duelo é sempre muito bonito.

Caso as seleções de Cuba e Itália se classifiquem para a fase final do Grand Prix, você vai enfrentar a seleção cubana?
Não. Sou casada há um ano com um italiano e tenho dupla nacionalidade. Moro na Itália, onde estou bem adaptada e fui muito bem recebida, mas não vou enfrentar a seleção cubana. É muito difícil para mim. Penso nos meus pais, na minha família… Tenho como meta disputar a minha última Olimpíada em Pequim, no ano que vem. Caso Itália e Cuba se cruzem nos Jogos Olímpicos, talvez eu jogue. Mas ainda tenho tempo para definir e pensar sobre isso. Seria a única vez que eu enfrentaria a seleção de Cuba.

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