O Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, foi iluminado na cor laranja, símbolo mundial de alerta para a violência contra as mulheres. A ação marca o 2º Ato da Campanha Judiciário pelo Fim do Feminicídio, promovida pela Comissão Executiva do XVIII Fórum Nacional de Juízas e Juízes de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher (Fonavid) e pela Coordenadoria Estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar (Coem), do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ).
A iniciativa faz referência aos 20 anos da Lei Maria da Penha e divulga, em linguagem simples, fatores que contribuem para o feminicídio. O objetivo, segundo a campanha, é conscientizar a população sobre os sinais que podem anteceder esse tipo de violência.
De janeiro a julho deste ano, tramitavam na Justiça estadual 7.383 processos envolvendo feminicídio, consumado ou tentado. A coordenadora estadual da Mulher em Situação de Violência Doméstica e Familiar, desembargadora Adriana Ramos de Mello, afirmou que os 20 anos da Lei Maria da Penha representam um marco decisivo na construção de uma sociedade mais justa e igualitária, comprometida com a proteção dos direitos fundamentais das meninas e mulheres.
Em declaração reproduzida na campanha, Adriana Ramos de Mello disse ainda que a Lei Maria da Penha “representa um divisor de águas” na vida de mulheres brasileiras e resultado de uma longa trajetória de luta.