Menu
Brasil

Crise diminuiu produção brasileira de carnes, diz estudo

Arquivo Geral

30/06/2009 0h00

O Brasil, pilule maior produtor e exportador de carne bovina e de frango do mundo, visit freou o abate de animais no primeiro trimestre do ano, medicine em razão da influência da crise global sobre a demanda.

Segundo um estudo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) divulgado hoje, 6,44 milhões de cabeças de gado bovino foram sacrificadas para consumo entre janeiro e março. O número é 11,1% inferior ao do mesmo período de 2008 e 3,6% menor que o do último trimestre desse ano.

Já o abate de frangos nos três primeiros meses deste ano totalizou 1,12 milhão de unidades, o que representa uma queda de 5,8% em relação ao mesmo trimestre de 2008 e de 10,8% frente aos últimos três meses do mesmo ano.

A queda no abate tanto de bovinos como de frangos foi um reflexo, principalmente, da queda das exportações, prejudicadas pela crise financeira internacional.

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior, em volume, as exportações brasileiras de carne bovina caíram 19% no primeiro trimestre deste ano em relação à igual período do ano passado. Em valores, a queda foi de 34,1% na mesma comparação.

Por sua vez, o volume das exportações de carne de frango no primeiro trimestre de 2009 caiu 3,9% em relação ao mesmo trimestre de 2008. Em valores, a queda foi de 21,9%.

“A recessão da economia mundial ainda não permite uma recuperação do crescimento desta atividade (produção de carne bovina), que está em fase de adaptação à nova realidade, o que afeta os negócios no âmbito interno e externo”, diz um comunicado do IBGE.

Quanto ao mercado do frango, o instituto destacou que, por causa da crise, “alguns grandes compradores do produto brasileiro reduziram as aquisições, como a União Européia (UE), os Estados Unidos e a Rússia. Isso obrigou os exportadores brasileiros a buscar novos mercados e a aumentar suas vendas para Hong Kong e o Oriente Médio”.

Em contrapartida, apesar dos temores relacionados à gripe suína, o abate de porcos nos três primeiros meses do ano subiu em 7,32 milhões de cabeças (7,1%) em relação ao mesmo período de 2008 e caiu apenas 1,2% frente ao último trimestre desse ano.

“Apesar do medo de que a disseminação da doença poderia restringir o consumo de carne suína em nível interno e externo, até agora não houve impactos significativos na produção”, acrescentou o IBGE.

Pelo contrário, o volume das exportações de carne suína no primeiro trimestre cresceu 19% frente aos três primeiros meses do ano passado.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado