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Brasil

Corpo de turista russo é encontrado em mata no RJ após 115 dias desaparecido

Polícia do Rio apura se ele sofreu acidente durante trilha; corpo passará por perícia

Redação Jornal de Brasília

01/10/2025 17h02

Desde a segunda-feira (9), Denis Kopanev não responde a mensagens ou ligações de familiares e amigos.

FOLHAPRESS

A Polícia Civil do Rio de Janeiro encontrou nesta terça-feira (30) o corpo de Denis Kopanev, 33, turista russo que estava desaparecido há 115 dias. O último registro de localização dele havia sido no dia 9 de junho.


O corpo foi encontrado por policiais da DDPA (Delegacia de Descoberta de Paradeiros) em uma área de mata fechada do Parque Nacional da Tijuca, com vales e penhascos.


As investigações indicam, segundo a polícia, que ele pode ter sofrido um acidente enquanto caminhava pela trilha.


Um amigo com quem Kopanev compartilhava a localização de seus passeios pelo Brasil foi quem registrou o desaparecimento na delegacia.


A principal pista da localização foi dada por um frequentador de trilhas da Floresta da Tijuca, que provou a água de um córrego e sentiu gosto ruim na boca. Policiais seguiram o rastro e encontraram o corpo em avançado estado de decomposição, com roupas e itens que eram de Kopanev. O corpo ainda passará por perícia.


No Brasil, Kopanev já havia visitado a amazônia e Minas Gerais, e planejava ir a São Paulo e Fernando de Noronha. O russo estava hospedado em um imóvel no Parque da Cidade, na Gávea, região que dá saída para a floresta da Tijuca.


A apuração policial apontou que Kopanev havia marcado encontro com um homem no dia 9 de junho, mesma data em que foi visto pela última vez. O encontro seria na Vista Chinesa, que fica no Parque Nacional da Tijuca, e Kopanev chegou a pedir um carro de aplicativo antes de sair de casa, mas cancelou e decidiu ir a pé através de uma trilha.


O último registro da localização fica aos arredores da área de desaparecimento, o que indicava que ele permaneceu na região. Segundo depoimento de uma testemunha à polícia, Kopanev não chegou.


Outro indício de que Kopanev morreu no local é um anel com marcadores digitais usado por ele. O anel indica que ele esteve em deslocamento até o último registro, entre 22h e 22h30 do dia 9.


“A interrupção abrupta dos dados reforça a hipótese de evento súbito ou intervenção externa, compatível com o fato de o indivíduo nunca mais ter sido visto desde então”, afirmou a Polícia Civil, em nota.

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