O diagnóstico e controle da tuberculose diminuíram, buy principalmente nos países africanos, viagra 100mg o que significa um novo desafio de combate à doença, que mata 1,7 milhão de pessoas a cada ano.
Essa é uma das conclusões do relatório Controle Global da Tuberculose 2008, divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e destaca outros elementos preocupantes: a estreita relação entre tuberculose e Aids e o crescimento da tuberculose multirresistente, que alcançou o maior nível registrado até agora.
Se entre 2001 e 2005, a taxa média de detecção de novos casos de tuberculose aumentou 6% por ano, em 2006 – ano ao qual se refere o relatório – esse crescimento caiu para 3%, destacou a diretora-geral da OMS, Margaret Chan, em entrevista coletiva na divulgação do relatório.
Isso não significa que haja menos casos, segundo Chan e outros especialistas, porque atualmente “há 39% de casos que não foram diagnosticados ou detectados”, o que não é um bom sinal.
O relatório diz que em 2006 houve 9,2 milhões de novos casos de tuberculose, dos quais 500 mil foram do tipo multirresistente e 700 mil eram soropositivos.
Em 2006, a tuberculose matou 1,5 milhão de pessoas, e outras 200 mil pessoas infectadas pelo vírus da Aids morreram de tuberculose associada ao HIV.
De acordo com as novas diretrizes da OMS, as mortes em decorrência da co-infecção por Aids e tuberculose deixarão de ser classificadas como mortes por tuberculose.
“A situação é alarmante… a tuberculose multirresistente pode ser transmitida de pessoa para pessoa e é cem vezes mais difícil de ser curada”, destacou Chan, que disse que uma das causas do aumento de casos não detectados é a falta de equipamentos de diagnóstico e de profissionais em grande parte dos países afetados, principalmente africanos.
Tanto o diretor-executivo do Programa Conjunto das Nações Unidas sobre HIV/Aids (Unaids), Peter Piot, quanto o secretário-geral da ONU para a luta contra a tuberculose, Jorge Sampaio, destacaram que a tuberculose é “a principal causa de morte entre os soropositivos”.
“É ao mesmo tempo um paradoxo e um grande desafio: uma doença como a tuberculose, que se diagnosticada e tratada pode ser curada, é a principal causa de morte dos soropositivos, mesmo com os tratamentos retrovirais que permite se viver bastante tempo com o HIV”, afirmou Sampaio.
“O fato de a OMS e as organizações envolvidas na luta contra a tuberculose destacarem a relação especial entre esta doença e a Aids representam uma questão relevante”, acrescentou.
O relatório assinala que a combinação letal de tuberculose com HIV está aumentando a epidemia de tuberculose em muitas partes do mundo, principalmente na África, onde 85% dos tuberculosos também são soropositivos.
Apesar dos avanços e dos testes de detecção de HIV em quase 700 mil pacientes tuberculosos, realizados em 2006 – em comparação com os 22 mil em 2002 – o relatório destaca que esse número está longe da meta, que é de 1,6 milhão.
Mesmo com os progressos, “é imprescindível maior financiamento”, afirmou Michel Kazatchkine, diretor-executivo do Fundo Global de Luta Contra a Aids, Malária e Tuberculose, instituição que financiou 70% dos recursos contra a tuberculose.
Embora US$ 400 milhões sejam investidos todos os anos na luta contra a tuberculose, Sampaio afirma que seria necessário o investimento anual de US$ 2 bilhões anuais no combate à doença.
“Devemos aumentar os esforços. Os meios disponíveis para pesquisa, vacinação e diagnóstico não são suficientes”, advertiu.
Enquanto a situação é especialmente grave na África, os casos se estabilizaram na Europa, e na América Latina tem sido registrada uma tendência de queda nos últimos sete anos, comentaram os especialistas.
Alguns países, entre eles o Brasil e o Peru, “precisam realizar maiores esforços” para reduzir a taxa de tuberculose, enquanto no Chile, no Uruguai e em Cuba, “a tuberculose foi combatida com bastante eficácia”.