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Brasil

Contribuição de órgãos de inteligência à PF é menos aceita que a de cidadãos, diz chefe do GSI

Arquivo Geral

01/12/2009 0h00

A exposição da atividade de inteligência no Brasil é “muito ruim”, e isso acaba gerando algumas contradições, como o fato de ser mais aceitável, para o público, que um cidadão – e não os órgãos de inteligência – ajude a Polícia Federal (PF) em suas investigações. A opinião é do ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) da Presidência da República, general Jorge Armando Félix, que se manifestou hoje (1º), após participar do seminário internacional Atividade de Inteligência e Controle Parlamentar, na Câmara dos Deputados.


“Há muito o que desmistificar na atividade de inteligência no país. Hoje um cidadão comum pode trabalhar para ajudar as investigações da Polícia Federal [mas o mesmo não ocorre quando a ajuda vem da inteligência]. Isso é questionável”, disse Félix, sem se referir diretamente ao caso do ex-secretário de Relações Institucionais do Distrito Federal Durval Barbosa, cuja colaboração com a Polícia Federal resultou na Operação Caixa de Pandora.


Sobre o escândalo que atinge membros do Executivo e do Legislativo do Distrito Federal, Félix disse apenas que se trata de “um problema político e policial”, e que, “por se tratar de crime, cabe à PF coletar provas e apresentá-las ao Judiciário”.


O seminário Atividade de Inteligência e Controle Parlamentar discute, entre diversos temas, a participação do Legislativo nas atividades de inteligência, e conta com a participação de especialistas dos Estados Unidos, do Canadá, do Reino Unido, de Portugal, da Argentina e do Chile.


 

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