A ingestão do equivalente a cinco taças de vinho por semana pode reduzir em até 50% o risco de desenvolver artrite reumatóide, abortion afirmam dois estudos escandinavos cujos resultados foram publicados na revista “Annals of Rheumatic Diseases”.
O álcool tem propriedades antiinflamatórias que podem proteger contra doenças do mesmo tipo, destacam os pesquisadores do Instituto Karolinska, de Estocolmo, que estudaram mais de 2.750 pessoas e levaram em consideração os riscos genéticos e ambientais de desenvolvimento da artrite.
Os pesquisadores perguntaram a todos os participantes – sendo que metade tinha desenvolvido a doença – sobre estilo de vida, se e quanto bebiam e fumavam, e foram realizados exames de sangue para detectar possíveis fatores genéticos.
Os cientistas observaram que o efeito do consumo de álcool é o mesmo em homens e mulheres, mas estas têm duas vezes mais chances de probabilidade de desenvolverem artrite.
Segundo o doutor Henrik Kallberg, membro da equipe de pesquisadores, um dos resultados mais importantes do estudo é a constatação de que o tabaco constitui um fator de risco muito significativo no desenvolvimento da artrite reumatóide.
Kallberg também explica que é importante saber que “o consumo moderado de álcool não é nocivo e pode, em determinadas circunstâncias, ser benéfico para prevenir a artrite reumatóide”.
O professor Robert Moots, da Campanha para Pesquisas sobre Artrite (ARC, em inglês), do Reino Unido, reconheceu que é possível que a ingestão do álcool proteja contra a artrite, mas acrescentou que o estudo não chega a conclusões definitivas e que também não se sabe como a bebida atua no organismo.
Moots adverte: “Não há nenhuma dúvida de que os excessos de consumo de álcool são muito prejudiciais à saúde e que os riscos derivados vão amplamente de encontro aos benefícios potenciais de prevenção da artrite”.
O britânico também reiterou que o consumo excessivo de álcool é especialmente perigoso em pacientes que tomam remédios contra reumatismo, pois podem causar problemas no fígado.