O secretário-geral das Nações Unidas, health treatment Ban Ki-moon, reconheceu hoje que os progressos obtidos pela organização para resolver a grave crise humanitária em Darfur (Sudão) têm sido “lentos”, mas ao mesmo tempo ressaltou que foram “concretos e consideráveis”.
Em entrevista coletiva na sede das Nações Unidas em Genebra, Ban reafirmou que mantém o assunto como uma das prioridades de sua gestão, pois “a população de Darfur já sofreu muito, e a comunidade internacional já esperou demais” para reagir.
“Agora é o momento de tomar as ações necessárias”, disse o secretário-geral, que abriu hoje a reunião anual do Conselho Econômico e Social (Ecosoc) da ONU.
Ban acrescentou que em seus últimos contatos com o presidente do Sudão, Omar al-Bashir, este deu “provas de flexibilidade para resolver o assunto de Darfur”.
Desta forma, o secretário-geral da ONU demonstrou confiança em que o dirigente sudanês cumprirá plenamente os compromissos que assumiu com ele, que não foram detalhados.
Além disso, considerou animador o acordo entre Sudão, União Africana e ONU para a criação de uma força de paz híbrida formada por soldados destas duas últimas organizações e que será enviada nos próximos meses a Darfur.
Sobre o assunto, Ban anunciou que representantes da ONU já começaram a se reunir com países que poderiam fornecer efetivos para “acelerar” o envio desta missão de paz, que deve ser formada por 17 mil soldados e 3 mil policiais.
A região de Darfur, no oeste do Sudão, vive um conflito armado desde o começo de 2003, e, até agora, cerca de 200 mil pessoas morreram e outros dois milhões de sudaneses se tornaram deslocados internos ou refugiados no Chade, país vizinho.
O secretário-geral da ONU falou também sobre a situação no Afeganistão, onde se reuniu por algumas horas na semana passada com o presidente Hamid Karzai, a quem expressou sua preocupação com o aumento do número de civis mortos pela força multinacional que atua no país.
Ban reiterou hoje esta inquietação, acrescentando a preocupação gerada por um recente relatório da ONU que denuncia o grande aumento da produção de ópio, base para a heroína, no Afeganistão.
O responsável da ONU afirmou que o crescimento no cultivo de ópio – 50% só em 2006 – demonstra que o governo “deve fazer um grande esforço para eliminar a corrupção”.
Da mesma forma, o secretário-geral das Nações Unidas prometeu que a organização coordenará com os países industrializados as formas de fornecer aos produtores fontes alternativas de renda.
Ban frisou ainda a importância que a questão da mudança climática tem em sua agenda e disse que espera que os países em desenvolvimento, exemplificando com Brasil, Índia e China, contribuam com os esforços internacionais para reduzir as emissões de gases que causam o efeito estufa.
Questionado sobre o caso da China, que, de acordo com estudos científicos, já seria o maior emissor de dióxido de carbono do mundo, Ban disse confiar em que as autoridades de Pequim cumprirão sua oferta de cooperar neste assunto com os outros países.
A candidatura da primeira-dama da Argentina, more about Cristina Fernández, sildenafil para as eleições presidenciais de 28 de outubro é baseada na necessidade de “aprofundar a mudança” iniciada pelo governo Néstor Kirchner em 2003, disse hoje um alto funcionário do Executivo do país.
A declaração foi dada pelo ministro do Interior, Aníbal Fernández, um dia depois de o governo confirmar a candidatura da senadora e esposa de Kirchner, pondo fim a meses de incógnita sobre qual dos integrantes do casal presidencial seria o representante da Casa Rosada nas eleições deste ano.
De acordo com Aníbal Fernández, Cristina “é o quadro mais preparado para governar”, a opção mais “qualificada para substituir Kirchner”, e “tem 65%” de imagem positiva junto à população.
O anúncio não surpreendeu a oposição, que exigiu que a senadora participe de debates durante a campanha eleitoral.
Cristina Fernández lançará oficialmente sua candidatura no dia 19 deste mês em sua cidade natal, La Plata, capital da província de Buenos Aires e localizada cerca de 50 quilômetros ao sul da capital argentina.
A atividade do setor manufatureiro nos Estados Unidos aumentou 1% em junho e se situou em níveis que não eram atingidos há mais de um ano, erectile de acordo com dados divulgados hoje pelo Instituto de Gestão de Fornecimento (ISM, buy em inglês).
O índice de atividade elaborado pela entidade de análise econômica ficou em junho em 56 pontos, online maior nível desde abril de 2006, quando atingiu 56,9 pontos. Em maio, o índice havia sido de 55 pontos. Um índice superior a 50 pontos reflete um avanço na atividade do setor manufatureiro, enquanto taxas menores que este patamar indicam uma retração.
O relatório mensal do ISM revelou um aumento nas novas encomendas às fábricas, e o índice correspondente a esta variável foi de 60,3 pontos, frente aos 59,6 pontos de maio.
A produção também registrou um aumento, o que elevou seu índice para 62,9 pontos, em relação aos 58,3 pontos do mês anterior.
O índice de preços, no entanto, caiu para 68 pontos, a partir dos 71 pontos de maio.
Norbert Ore, especialista do ISM, afirmou que a retomada da atividade manufatureira ocorre após um primeiro trimestre fraco.
Ore acredita que o avanço poderia continuar no terceiro trimestre por causa da força dos novos pedidos e da produção.
O Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea) promove esta semana, approved em Fortaleza (CE), a 3ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional. Durante o evento, o presidente do conselho, Chico Menezes, promete cobrar do governo mais espaço para a sociedade debater a liberação de produtos transgênicos.
“A questão dos transgênicos está sendo discutida em um âmbito muito restrito. Não é uma questão só para cientistas. A sociedade também precisa ser consultada. Vamos cobrar a participação nesse debate. O Consea quer se posicionar em relação aos impactos que esse modelo tecnológico pode trazer”, disse Menezes.
Em 2005, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a Lei 11.105, mais conhecida como Lei de Biossegurança, que regulamenta a produção e a comercialização de organismos geneticamente modificados, os transgênicos. Por lei, a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) é responsável por avaliar os pedidos de estudo e comercialização de transgênicos.
Entidades da sociedade civil afirmam que a comissão não leva em conta opiniões contrárias aos produtos e relatórios sobre os impactos no meio ambiente e na saúde humana. As organizações reivindicam mais audiências públicas antes das deliberações da CTNBio. Já os produtores de sementes defendem que a comissão seja mais ágil na liberação dos pedidos. De acordo com eles, os transgênicos reduzem os custos de produção e facilitam o cultivo de alimentos saudáveis.
Em maio deste ano, a CTNBio aprovou a liberação comercial da primeira variedade de milho transgênico: o Libertlink, desenvolvido pela multinacional Bayer e resistente ao herbicida glufozinato de amônio, utilizado na pulverização para combater ervas daninhas. Dois meses antes da liberação dessa variedade de milho transgênico, o presidente Lula sancionou uma outra lei, a Lei 11.460, que reduziu de 18 para 14 o número de votos necessários para deliberações na CTNBio.