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Conjunto é o segredo dos tetracampeões Spurs

Arquivo Geral

15/06/2007 0h00

Pela quarta vez em nove temporadas, o San Antonio Spurs faturou o anel de campeão da NBA, a liga de basquete mais poderosa do mundo. Desde outubro de 2006, 30 times lutaram para chegar onde estão os texanos nesta sexta-feira.


 


O curioso é que o time não teve nenhum grande destaque nesta temporada. Pelo menos é o que dizem os números oficiais da liga. Os Spurs tiveram apenas dois jogadores entre os dez melhores da competição em algum fundamento. Até mesmo Tim Duncan, freqüentador assíduo dos topos das listas, apareceu em poucos quesitos.


 


O pivô, que nasceu nas Ilhas Virgens e se naturalizou norte-americano, foi o quinto em tocos, o décimo melhor reboteiro, o nono em eficiência e o sexto com mais duplo-duplos. O outro jogador que apareceu em um “top-ten” foi Michael Finley, melhor titular nos lances livres.


 


Apenas mais dois jogadores do San Antonio apareceram entre os 50 melhores da NBA em fundamentos. Ginobili foi o 23º em roubadas e Tony Parker foi o 36º maior pontuador, o 21º assistente e o 50º em eficiência.


 


Até mesmo como time, os Spurs não estão entre os melhores, nem mesmo nos playoffs. Foi apenas a décima melhor defesa e o sexto melhor ataque entre os 16 times do pós-temporada. Em toda a temporada regular, ficaram na 17ª e 14ª posições, respectivamente.


 


Apesar disso, o San Antonio Spurs fez a segunda melhor campanha da liga, atrás apenas do Dallas Mavericks, com 58 vitórias e 24 derrotas na temporada regular. Nos playoffs, a equipe não precisou fazer o sétimo jogo em nenhuma série, algo raro de se acontecer.


 


Mas se os números não foram tão brilhantes como nas outras três conquistas (1999, 2003 e 2005), qual teria sido o segredo do sucesso dos texanos? A resposta vem do banco de reservas. Gregg Popovich fez o time funcionar como uma perfeita engrenagem. Melhor técnico de 2003, Popovich armou o time fez de modo a compensar sempre que um jogador não estivesse bem.


 


A grande prova disso foram os jogos finais. Mesmo quando Tim Duncan era extremamente bem marcado por Varejão, Ilgauskas e Drew Gooden, outros jogadores se sobressaíram, como Bruce Bowen e, principalmente, Tony Parker, o jogador decisivo do confronto contra o Cleveland Cavaliers.


 


Parker, aliás, é o ponto de cadência e equilíbrio desta engrenagem, que ainda conta com um “motorzinho” que coloca a correria e a pilha necessárias para o time quando entra em quadra: o argentino Manu Ginobili, o segundo melhor sexto homem da temporada.


 


Ainda da terra dos “hermanos”, vem um jogador que já ganhou quase tudo o que é possível no basquete. Fabrício Oberto já foi campeão olímpico e europeu de clubes. Agora, na NBA, o ala de força, que foi chamado para substituir o “almirante” David Robinson, adicionou mais uma glória para seu currículo – que ainda não possui apenas o título do Mundial de seleções.


 


Apesar de estar na segunda temporada na liga, Oberto, de 32 anos, faz parte de um time de “velhinhos”. Ao seu lado jogaram Michael Finley, craque de 34 anos que até esta temporada nunca havia conquistado um anel de campeão da NBA, e Robert Horry, que ao contrário do camisa quatro, é um grande conquistador de troféus. Foram sete títulos, sendo dois com o Houston Rockets, três com o LA Lakers e mais dois com o San Antonio Spurs.


 


Foi com essa mescla de experiência com energia que o San Antonio Spurs sagrou-se campeão da NBA, fechando com chave de ouro uma temporada que, se não foi brilhante, serviu para mostrar eficiência, algo que os texanos sempre foram, mas nunca deixaram tão evidente como agora.


 


Duncan, Oberto, Bowen, Finley e Parker foram os titulares que venceram o Cleveland Cavaliers por 4 a 0 e não deixaram dúvidas de quem é o melhor time da NBA. Depois da dinastia Bulls e do reinado do Los Angeles Lakers, é chegada a hora do novo tetracampeão da National Basketball Association.

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