A Confederação recebe R$ 10,5 milhões do patrocinador para bancar suas atividades. "É um privilégio assistir a renovação desse contrato, pois o incentivo ao esporte resulta diretamente no desenvolvimento social, econômico e financeiro do país, já que dá oportunidades aos atletas, estimula a criação de empregos e projeta o Brasil internacionalmente", afirmou o ministro do Esporte, Orlando Silva.
Para a presidente da instituição, Maria Fernanda Ramos Coelho, o apoio dado ao atletismo equivale ao pagamento de uma dívida histórica. "Sei que no atletismo há muitos negros e no começo de sua história (em meados do Século XIX) os recursos obtidos pela Caixa serviam para obter a liberdade de escravos. Com o patrocínio à CBAt, a Caixa paga parte da dívida que tem com esse segmento da sociedade".
A parceria entre a instituição financeira e o atletismo teve início em 2001. "Esse apoio permitiu ao país dar um grande salto de qualidade no atletismo, uma vez que a CBAt passou a ter condições de pensar numa estratégia de desenvolvimento do esporte a longo prazo", avalia a presidente.
O presidente da CBAt, Roberto Gesta de Melo, concorda. Destacando a melhoria nas condições estruturais desde a chegada do patrocinador, ele reconhece que a realidade ainda não é a ideal. "Mas tenho certeza que com o patrocínio sistemático teremos condições de alcançar a excelência no atletismo", explica.
Durante a premiação, Gesta também confirmou a realização do Mundial de Corridas de Rua, no Brasil, em 2008. A modalidade é uma das que mais cresce no país e, pelo segundo ano consecutivo, os melhores colocados no ranking nacional receberam prêmios em dinheiro.
No feminino, a campeã foi Marily dos Santos, seguida por Marizete Moreira dos Santos e Conceição de Oliveira. Giomar Pereira da Silva foi o primeiro colocado no masculino, com William Salgado Gomes em segundo e José do Nascimento em terceiro.
"Estou muito feliz, porque esse prêmio é o reconhecimento a muitas horas de treino, dedicação e sofrimento", afirma Marily dos Santos. "Na verdade, a conquista de bons resultados é fruto de muito esforço pessoal, mas também do patrocínio que recebemos, que nos possibilita planejar e programar a participação em diferentes provas, treinar adequadamente, disputar competições importantes, melhorar as nossas marcas e brigar por medalhas de igual para igual com atletas de qualquer país".
O baiano Giomar Pereira aproveitou para lembrar sua história. "Sou nordestino e antes desse apoio da Caixa não tinha oportunidade de sair da minha região para participar de provas de visibilidade. Agora é diferente. Tenho condições de treinar melhor, de viajar e competir com atletas de alto nível".
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