“Era muita pressão dos dois lados e ninguém conseguiu jogar o seu 100% hoje, mas encaixamos nosso jogo após nem entrar em quadra no segundo set”, avaliou o líbero Escadinha. Um dos líderes do grupo, ele explicou qual foi a estratégia adotada com os colegas de equipe após a derrota por 25/15 na segunda etapa. “Conversei com o Ricardinho para animar o pessoal e conseguimos reacender o grupo”, afirmou.
Preparador físico e chefe de delegação da seleção brasileira, José Inácio Neto revelou que este é um fator bastante observado pela comissão técnica. “A experiência desses jogadores é muito importante, mas sempre trabalhamos no aspecto físico e psicológico para os atletas saberem se comportar em momentos de adversidades. É um detalhe que faz diferença”, assegurou.
Para o ponteiro Dante, que iniciou a fase final de disputas como o melhor atacante da competição, a equipe sempre soube que teria um adversário complicado pela frente. “Sabíamos que não seria um 3 a 0. Isso é impossível em uma semifinal contra um time como a Sérvia e Montenegro”, afirmou o atleta. “A força do grupo ajudou bastante”, garantiu.
De acordo com André Nascimento ficou um alerta para os próximos adversários. “Demonstramos que somos uma equipe fechada, que se ajuda muito. Nos juntamos após o segundo set e deu no que deu. Foi sofrido”, contou. O levantador Ricardinho ainda mostrou como isso se reflete em quadra. “Quando as coisas começam a andar, cada um faz coisas impressionantes”, apostou o capitão, ele próprio autor de um belíssimo levantamento no final do jogo, do fundo da quadra, que acabou virando um ponto de André Nascimento.
André Heller concorda. “Foi um jogo muito nervoso, mas tudo acabou bem, graças à nossa concentração total. São várias as chaves para explicar uma reação como esta, mas o espírito da equipe foi fundamental”, opinou o jogador, um dos mais vibrantes em quadra.
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