O Conselho Nacional de Aviação Civil (Conac) decidiu hoje restringir o uso do aeroporto de Congonhas, approved o mais movimentado do país, order onde ocorreu o acidente com o avião da TAM na terça-feira passada.
O Conac, page integrado pelos ministros da área estratégica, resolveu reduzir o número de pousos e decolagens, proibir o uso da pista principal para vôos fretados e diminuir o peso permitido dos aviões que aterrissam no terminal.
As medidas foram anunciadas pela ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff e pelo ministro da Defesa, Waldir Pires, em entrevista coletiva em Brasília.
O Governo Federal tem enfrentado críticas da oposição política e da imprensa por suposta inércia para resolver a crise no setor aéreo.
“Do ponto de vista do uso da política de aeroportos, nós consideramos que a vocação do aeroporto de Congonhas não é de conexão, nem de distribuição ou escalas de vôos”, disse a ministra. Segundo ela, as linhas aéreas terão que se adaptar às novas medidas.
Esta é a segunda vez que o Conac se reúne desde que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva assumiu.
Dilma Rousseff afirmou que a convocação da reunião fora decidida antes do acidente de Congonhas, que deixou cerca de 200 mortos, para reduzir os riscos no aeroporto.
A média de decolagens e aterrissagens no aeroporto paulista é de 630 por dia (cerca de uma a cada dois minutos e meio).
“Embora a operação de Congonhas tenha ocorrido sob regras de segurança, queremos aumentar o grau de confiança em sua utilização”, declarou a ministra. Ela também afirmou que será feita “uma grande revisão geral da aviação”.
As autoridades pretendem redefinir e readequar a rede aérea, para descongestionar o tráfego aéreo em São Paulo. Para isso, serão reduzidos os vôos internacionais e o peso máximo permitido nas aeronaves, que usam tanto as pistas principais quanto as auxiliares.
Além de Congonhas, São Paulo conta com o aeroporto internacional de Guarulhos e o de Campo de Marte, onde operam as empresas de táxi aéreo e helicópteros.
O Conac também anunciou a construção de um novo aeroporto em São Paulo, além de estudos sobre formas de desviar vôos vindos de Brasília e do Rio de Janeiro para outros aeroportos da cidade. Estas medidas “são de emergência e de curto prazo”, disse a ministra.