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Brasil

Começa identificação dos corpos encontrados do Airbus da Air France

Arquivo Geral

09/06/2009 0h00


Rio de Janeiro, cialis 40mg 9 jun (EFE).- As autoridades brasileiras deram início hoje ao difícil trabalho de identificação dos primeiros 16 corpos encontrados dos ocupantes do avião da Air France que caiu no oceano Atlântico, here nove dias após a tragédia ter acontecido.

Dos 28 corpos retirados até agora do mar, 16 chegaram hoje ao posto montado no aeroporto de Fernando de Noronha, onde legistas e papiloscopistas iniciaram as perícias antes de enviá-los a Recife.

A Marinha e a Aeronáutica dirigem as operações de resgate na capital pernambucana, e ali os legistas brasileiros, com a ajuda de especialistas franceses, identificarão as vítimas com o auxílio de fotografias, amostras de DNA e registros dentários, entre outros.

Os corpos, conservados em contêineres refrigerados, foram analisados em um hangar do aeroporto de Fernando de Noronha por oito especialistas da Polícia Federal (PF) e da Polícia Civil de Pernambuco.

Em Fernando de Noronha será feita a “catalogação” das roupas e dos objetos pessoais de cada vítima resgatada, serão colhidas as impressões digitais e coletadas amostras de tecidos que possam servir para eventuais comparações genéticas.

Posteriormente, os corpos serão transferidos a Recife em um avião Hercules C-130 da Força Aérea Brasileira (FAB) em um voo de uma hora de duração previsto inicialmente para a noite de hoje ou a manhã de quarta-feira, dependendo das condições meteorológicas.

Este primeiro grupo de cadáveres resgatados foi levado pela fragata “Constituição” até um ponto em alto-mar cerca de 50 quilômetros de Fernando de Noronha, e ali foi transferido a dois helicópteros, um Black Hawk e um Super Puma.

Os restos mortais foram recebidos no aeroporto de Fernando de Noronha por militares, e os sacos plásticos nos quais estavam não deixaram ver o estado em que se encontram os corpos, após terem flutuado no mar por uma semana.

O porta-voz da Força Aérea, tenente-coronel Henry Munhoz, reiterou em Recife que não serão feitas declarações sobre as condições em que estão os corpos resgatados e pediu à imprensa que não faça perguntas a respeito.

Além dos 16 corpos que chegaram hoje a Recife, outros 12 estão a bordo da fragata “Bosísio”, após serem retirados do mar pelos cinco navios da Marinha brasileira e pela fragata francesa “Ventose”, que participam das buscas.

Munhoz acrescentou hoje que, após transferir os corpos aos dois helicópteros, a fragata “Constituição” voltou ao local do desastre para continuar buscando outros restos humanos e do Airbus A330.

A fragata “Bosísio”, cujas câmaras frigoríficas têm capacidade para 20 corpos, segue na zona do desastre e só voltará a Fernando de Noronha quando este espaço estiver completo, segundo os porta-vozes militares.

As Forças Armadas retiraram hoje do mar outros quatro corpos que, segundo Munhoz, “foram achados a nordeste das ilhotas de São Pedro e São Paulo. Mais ou menos nos mesmos lugares em que foram achados os outros cadáveres”.

A operação de busca e resgate em metade do Atlântico está concentrada cerca de 440 quilômetros a nordeste de São Pedro e São Paulo, em penhascos desabitados localizados a 1.296 quilômetros de Recife e a 704 quilômetros de Fernando de Noronha, o que torna mais demorada e difícil a transferência de corpos a terra.

O porta-voz da Força Aérea apresentou hoje as fotografias de uma peça metálica retirada do mar que aparentemente é parte de uma das asas do Airbus, mas esclareceu que só a fabricante pode confirmar a que parte do avião corresponde.

Além dos seis navios militares, participam da busca 570 membros da Marinha, 265 da Aeronáutica e 14 aeronaves, 12 delas brasileiras e duas francesas.

As causas do acidente e a busca da caixa-preta devem ficar a cargo das autoridades francesas, que enviaram à região o submarino “Emerade”, cuja chegada ao local está prevista para amanhã. EFE

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