O primeiro-ministro do Reino Unido, pharm nurse Tony Blair, pill que na quarta-feira apresentará sua renúncia à rainha Elizabeth II da Inglaterra, também anunciará amanhã que deixará sua cadeira de deputado na Câmara dos Comuns, informou hoje a rede pública “BBC”.
Segundo a “BBC”, que cita fontes do governamental Partido Trabalhista, Blair deve ser confirmado amanhã como novo enviado especial do Quarteto para o Oriente Médio – formado por Estados Unidos, União Européia, ONU, e Rússia.
“Se ele (o ainda chefe de Governo) conseguir um trabalho no cenário mundial, acho que haverá uma eleição parcial (para designar deputado em sua circunscrição eleitoral de Sedgefield, no norte da Inglaterra)”, disse à “BBC” uma fonte trabalhista.
O escritório oficial do chefe do Governo não quis fazer comentários sobre os planos de Blair, que é parlamentar de sua circunscrição desde 1983.
Após renunciar como “premier”, Blair deve assistir a uma reunião da executiva trabalhista de Sedgefield para comunicar o abandono de sua cadeira de deputado, decisão que os primeiros-ministros britânicos que saem não costumam tomar tão cedo.
O líder britânico será substituído nesta quarta-feira pelo atual ministro das Finanças, Gordon Brown, que neste domingo assumiu a liderança do Partido Trabalhista.
Blair apresentará a renúncia após ter permanecido por dez anos à frente do Governo e ter conseguido três mandatos consecutivos, um marco sem precedentes na história do trabalhismo.
O comandante da Aeronáutica, buy more about Juniti Saito, recebeu há pouco mulheres dos controladores de vôo e a deputada Luciana Genro (P-SOL-RS), integrante da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Apagão Aéreo, para uma reunião.
Ele disse que a repressão vai continuar, se preciso com aquartelamentos, segundo informou a deputada. “As prisões, transferências arbitrárias, estão mantidas. As ameaças de expulsão também. Ele não deu nenhum alento de que vá haver recuo”.
Luciana da Silva, representante das mulheres dos controladores, disse que haverá reação se as ameaças continuarem e que há risco de novos acidentes. “As conseqüências disso podem ser muito ruins para o país e para a Aeronáutica, porque ainda que o controlador dê um tiro no pé, esse tiro vai além do pé do controlador”. Segundo ela, qualquer eventual reação será “em defesa da sociedade”.
O último pico da crise no setor aéreo, ocorrido na semana passada, acirrou o debate sobre a causa dos problemas. O governo culpa os controladores, que por sua vez apontam falhas nas condições de trabalho. Luciana Genro disse recentemente que os controladores e técnicos não inventam problemas. A Aeronáutica tem repetido que não há risco.
Na última sexta-feira, o governo anunciou medidas para combater a crise, entre elas o afastamentos de lideranças do controle de tráfego aéreo.
No início da tarde de hoje, mulheres dos controladores de vôo farão protesto no estacionamento do Teatro Nacional, na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.