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Brasil

Comandado por Leandrinho, Brasil faz 75 x 67 no Canadá na estréia do Pré-Olímpico

Arquivo Geral

22/08/2007 0h00

A seleção brasileira masculina de basquete começou bem sua caminhada rumo à classificação para os Jogos Olímpicos de Pequim-2008. Na noite desta quarta-feira, a equipe estreou no Torneio Pré-olímpico de Las Vegas, vencendo o Canadá por 75 x 67 (36 x 33 no primeiro tempo). Os brasileiros deram uma bobeada no último quarto, mas conseguiram segurar a vitória.

A competição classifica os dois finalistas para os Jogos na China. Desde Atlanta-96 o Brasil não leva o time masculino para as Olimpíadas. Leandrinho foi o diferencial brasileiro na partida com 30 pontos e quatro rebotes. Tiago Splitter também fez a sua parte com 12 pontos e nove rebotes. Juan Mendez foi o cestinha canadense com 18 pontos, Carl English contribuiu com outros 12.

A seleção folga na rodada desta quinta-feira. Seu próximo jogo será na sexta, enfrentando a Venezuela à meia-noite. Os venezuelanos serão os adversários do Canadá na quinta, a partir das 19h.

Em seu primeiro compromisso no torneio, o técnico Aluísio “Lula” Ferreira optou por começar o jogo sem Nenê, colocando Valtinho, Leandrinho, Marcelinho, Splitter e Murilo (que logo deu lugar a JP Batista). Os canadenses foram os primeiros a marcar, mas o Brasil assumiu rápido o controle.

Uma cesta de três de Marcelinho colocou a seleção na liderança (11 x 8) pela primeira vez com 3min28 por jogar. Marcelinho cedeu o lugar para Marquinhos e a seleção brasileira abriu 13 pontos para chegar em 21 x 8 com pouco mais de um minuto para o fim.

Sem muita dificuldade, os comandados de Lula fecharam o primeiro quarto em 21 x 12. Mesmo sem acionar Nenê em nenhum momento, a equipe manteve o equilíbrio no garrafão. A seleção que marcou 17 pontos consecutivos pegou dez rebotes contra 11 dos canadenses.

O ala/pivô do Denver Nuggets entrou em quadra para o segundo quarto, fazendo dupla com JP. Em outra mudança, Lula colocou Marcelo Huertas no lugar de Valtinho. As alterações não comprometeram o rendimento da equipe, que ampliou a diferença para 11 pontos (30 x 19) em menos de três minutos de bola em jogo. O ala/armador Alex também teve sua chance em quadra.

Retornando à quadra pela primeira vez desde a cirurgia a que foi submetido durante os Jogos Pan-americanos do Rio, no mês passado, Alex entrou com proteção na mão esquerda. A situação confortável no marcador (32 x 21) fez Lula dar descanso para Leandrinho e estrear também a parceria de Nenê com Splitter no garrafão.

Apesar da ampla vantagem, o Brasil ainda cometia alguns erros desnecessários em jogadas de contra-ataque, desperdiçando seis posses contra quatro canadenses. Mas o descompasso era compensado pelo trabalho dos pivôs, que somaram 12 rebotes defensivos nos dois quartos iniciais.

Aproveitando as falhas brasileiras, os comandados de Leo Rautins foram aos poucos se aproximando no placar. Depois do bom começo em quadra, o Brasil perdeu o ritmo e levou mais pontos que marcou na segunda parcial (21 x 11).

A 2min22 do fim, quando o placar indicava 34 x 28, Lula pediu tempo. A conversa não surtiu muito efeito e a vantagem caiu para quatro pontos, graças a uma infiltração de Juan Mendez. Lula trocou Nenê por Murilo, voltando à formação original da partida, mas os canadenses já tinham tomado gosto pelo jogo. Outro arremesso de Mendez, desta vez de três, baixou a distância para 36 x 33. Leandrinho ainda tentou um arremesso de três para ampliar a distância, mas a bola parou no aro.

Os canadenses mantiveram a pressão sobre o Brasil, que foi se mantendo na liderança apesar da dificuldade. Já acumulando 12 perdas de posse contra sete dos canadenses, o grupo de Lula chegou a dois minutos do fim do terceiro quarto com dez pontos de vantagem (50 x 40).

Mesmo com o baixo aproveitamento no número de cestas (cinco de seus sete pontos foram de lances livres), Nenê fez seu trabalho no garrafão, cavando faltas e dificultando o trabalho do Canadá. O Brasil foi para o último período com 54 x 44.

A determinação canadense aumentou no período decisivo e o empate chegou em 56 na cesta de Samuel Dalembert, forçando Lula ao pedido de tempo. A seqüência de empates seguiu até 60, quando o ala/pivô dos Nuggets acertou uma cesta e ainda converteu um lance livre de bônus pouco antes de cometer sua quinta falta e ir definitivamente para o banco.

Aos poucos, o Brasil foi restabelecendo seu ritmo. Leandrinho fez mais dois pontos e deixou o Brasil com 69 x 62. Dois lances livres e mais uma cesta decisiva de Dalembert mantiveram o jogo aberto a 1min15 (71 x 66).

O ala/pivô Murilo sofreu falta e converteu um dos lances. Do banco, Lula reclamou com a arbitragem porque o cronômetro ficou paralisado alguns segundos após a recolocação da bola em jogo. Apesar dos tropeços, a seleção conseguiu fechar em 75 x 67.

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