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Brasil

Com sete desaparecidos, buscas por naufrágio em Manaus chegam ao quarto dia

Para ampliar a capacidade de busca, os bombeiros utilizam sonar e detector de metais de alta precisão, equipamentos voltados à varredura subaquática e à identificação de estruturas metálicas em grandes profundidades

Redação Jornal de Brasília

16/02/2026 13h29

naufragio

Foto: Reprodução/ Redes sociais

BÁRBARA SÁ
FOLHAPRESS

As buscas pelos sete desaparecidos no naufrágio da lancha Lima de Abreu 15 entraram no quarto dia nesta segunda-feira (16), em Manaus (AM). A embarcação afundou na tarde de sexta-feira (13), na região do Encontro das Águas, onde se encontram os rios Negro e Solimões. Duas pessoas morreram e 71 foram resgatadas com vida.

A força-tarefa mobilizada para as buscas ganhou reforço de uma equipe especializada do Grupamento de Bombeiros Marítimo (GBMar), de São Paulo, acionada para prestar apoio técnico nas operações subaquáticas. O grupo é formado por três mergulhadores técnicos e dois operadores de equipamentos de varredura.

Segundo o Corpo de Bombeiros de São Paulo, os trabalhos se concentram na área onde foi identificado o ponto exato do naufrágio. A embarcação foi encontrada a cerca de 50 metros de profundidade em local de baixa visibilidade, o que dificulta as operações de mergulho convencional.

Para ampliar a capacidade de busca, os bombeiros utilizam sonar e detector de metais de alta precisão, equipamentos voltados à varredura subaquática e à identificação de estruturas metálicas em grandes profundidades. Além disso, são usados drones, embarcações e sobrevoos.

As equipes atuam de forma integrada com o Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas, que já vinha conduzindo as buscas desde o dia do acidente. A estratégia envolve a ampliação da área de varredura e o mapeamento da embarcação no leito do rio.

Corpo de Bombeiros de Manaus informou que as equipes já percorreram mais de 10 quilômetros rio abaixo em busca das vítimas. A corporação detalha que, há diversos fatores que dificultam a operação, como a profundidade da área e a baixa visibilidade das águas.

A Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas informou que cinco adultos vítimas do naufrágio deram entrada em unidades da rede estadual, receberam atendimento médico e já tiveram alta hospitalar.

A lancha transportava cerca de 80 passageiros e seguia com destino a Nova Olinda do Norte quando naufragou. Samila de Souza, 3, e a estudante de odontologia Lara Bianca, 22, morreram. Entre os desaparecidos estão dois homens e três mulheres já identificados pelas autoridades, além de outras duas pessoas cujos nomes ainda não foram divulgados oficialmente.

A partir desta segunda-feira (16), o posto de atendimento montado para prestar suporte aos familiares dos desaparecidos passa a funcionar no Porto Privatizado de Manaus, das 8h às 18h.

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