O cenário é o mesmo das duas últimas temporadas. Rexona/Ades e Finasa/Osasco dominaram a fase classificatória, exceto por alguns tropeços do time paulista. Apesar disso, as duas equipes de maior poder financeiro e técnico chegam aos playoffs da Superliga feminina como franco favoritos ao título da temporada.
Respectivamente primeiro e segundo colocados na fase classificatória da competição Rexona e Osasco estréiam nas quartas-de-final contra os dois times com piores campanhas na disputa: Vôlei Futuro/Araçatuba, que só somou uma vitória em 14 jogos, e Brasil Telecom/Brasília, com dois êxitos no total. Mesmo assim, treinam forte para evitar uma zebra na série melhor-de-cinco.
“Não será fácil enfrentar o Vôlei Futuro. É um adversário que cresceu ao longo da competição e está motivado. Teremos que entrar na quadra com todo o gás porque eles virão com tudo para cima da gente. Trata-se de uma equipe que não desiste nunca. Para eles, todas as bolas são possíveis, eles acreditam em todas. É um time que joga vibrando o tempo todo. Precisamos ter atenção no saque, porque o passe deles é bem certinho”, afirma a oposto Renatinha, do Rexona e da seleção brasileira.
Técnico do Osasco, Luizomar de Moura acredita que a campanha do Brasil Telecom não refletiu o potencial do adversário. “Eles mereciam uma colocação muito melhor pelo que apresentaram em quadra. Nas duas vezes que nos enfrentamos nesta Superliga, tivemos que jogar um vôlei de alto nível para vencer. Por isso, não podemos usar o favoritismo para nada. Começou tudo do zero. Quem entrar em quadra mais determinado vencerá a partida”, discursou.
E é bom mesmo que os “grandes” não esperem facilidade. Tanto a equipe do interior paulista quando a do Distrito Federal garante que não vão se entregar facilmente. “Espero que enfrentemos o Osasco de igual para igual. Posso garantir que não iremos entregar nenhum ponto de bobeira. Esse é o espírito da minha equipe. Passei isso para as jogadoras e elas absorveram. Não temos nada a perder. Vamos arriscar tudo e, por isso, podemos surpreender”, avisa o técnico Maurício Thomas, do Brasil Telecom.
Para a líbero de Araçatuba, Suelle, a motivação está renovada. “Sabemos que será muito difícil vencer o Rexona, mas vamos nos doar o máximo dentro de quadra. Todo o grupo está trabalhando duro para conseguir jogar bem diante deles. Folgamos apenas um dia neste carnaval para tentar acertar cada vez mais o time. Espero que possamos jogar bem e, quem sabe, surpreender nosso adversário”, promete.
Os outros duelos das quartas-de-final prometem ser mais equilibrados. Sedentos para derrubar Rexona e Osasco nas fases finais da competição, Cimed/Macaé (quinto na fase classificatória) e São Caetano/Mon Bijou (quarto) se enfrentam para ver quem garante um lugar na semifinal.
“Acredito que a equipe que errar menos e entrar com mais vontade vai se sobressair. Estamos todos muito motivados para começar bem esse playoff e estou confiante”, comentou o técnico Sérgio Negrão, do time fluminense. Antônio Rizola, comandante da equipe do ABC, é ainda mais incisivo. “Acho que apenas eu e o Negrão podemos apostar em nossas equipes. Qualquer outro palpite é mera especulação, tamanha a equivalência dos times. Enquanto eles contam com jogadoras decisivas e experientes, nós contamos com a força do grupo”, analisa.
Em ascensão da disputa, o Fiat/Minas, que surpreendentemente conseguiu a terceira colocação na última rodada, encara o Pinheiros/Blue Life, que ganhou um novo fôlego após a volta do técnico Cláudio Pinheiro, que estava na Espanha. “Posso dizer que o Cláudio conseguiu dar um padrão ao time. Eles são bons no saque e no bloqueio, logo, temos que conseguir criar o máximo de opções de ataque. Além disso, para vencermos, contaremos com o apoio da nossa apaixonada torcida”, opina Cebola, treinador do time de Belo Horizonte.
O time paulista, por sua vez, joga o favoritismo para o lado de lá. “Sei que nossa equipe está voltando a ocupar o lugar que merece, mas ainda estamos muito longe do ideal. As jogadoras voltaram a mostrar o espírito guerreiro em quadra e estão muito determinadas taticamente. Estamos cheios de gás, no entanto, o Minas é quem está com a vantagem. Sei que zerou tudo após a fase classificatória, mas eles jogam mais jogos em casa e tem uma equipe bem homogênea”, explica Claudinho, também auxiliar-técnico da seleção brasileira feminina.
Confira as datas, horários e ginásios da primeira rodada da série melhor-de-cinco das quartas-de-final:
Sábado
17 horas – Fiat/Minas x Pinheiros/Blue Life, na Arena Telemig, em Belo Horizonte.
18 horas – Rexona-Ades x Vôlei Futuro, no ginásio do Tijuca, Rio de Janeiro
20 horas – São Caetano/Mon Bijou x Cimed/Macaé, no ginásio Lauro Gomes, em São Caetano do Sul
Domingo
12h30 – Finasa/Osasco x BrasilTelecom, no ginásio José Liberatti, em Osasco