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Brasil

Com estiramento no ombro, Alessandra vira dúvida para pegar os EUA

Arquivo Geral

22/09/2006 0h00

Primeiro Érika, depois Janeth, agora Alessandra. O departamento médico da seleção brasileira feminina de basquete ganhou mais uma cliente e o técnico Antonio Carlos Barbosa, uma dúvida. No confronto contra a Austrália, a pivô sofreu um estiramento no ombro esquerdo e corre o risco de não enfrentar os Estados Unidos na disputa pela medalha de bronze no Campeonato Mundial feminino de basquete, neste sábado, às 9h30, no ginásio do Ibirapuera, em São Paulo.

A contusão ocorreu ainda no primeiro quarto, segundo a jogadora, em sua segunda disputa pela bola. "Me puxaram, mas não vi quem foi. É muito difícil porque jogo o tempo todo com duas grandalhonas e marcando e uma anã tentando bater a bola. É duro ter que virar com três na marcação". De ontem para hoje, ela teve uma noite difícil e só conseguiu dormir à 1h30. "Ainda está inflamado demais", explica.

Mesmo com as dores, Alessandra espera poder entrar em quadra contra as norte-americanas. "Espero poder jogar, quero ter o prazer de contribuir porque esta pode ser a última vez na minha carreira", diz a jogadora de 32, deixando aberta a possibilidade de não voltar a defender a seleção brasileira. Parceira de quarto de Érika, a pivô ainda encontra bom-humor para fazer piada com a situação. "É a dupla sertaneja: acabada e destruída".

Reserva imediata de Alessandra, Érika também está fora dos 100%. Além da contusão no tornozelo que a deixou fora de combate em toda a primeira fase, ela praticamente perdeu as unhas dos dois dedões do pé por causa do uso constante de tênis e de pressão. "Hoje foi feita uma drenagem das unhas para retirada de hematoma", explica o médico.

Andando com os dedos enfaixados e ainda com o tornozelo bastante inchado, Érika garante que isso não será problema para sua participação. "Passei por tanta coisa até aqui, não vai ser uma unha que irá me tirar do jogo", promete.

No caso de Alessandra, tudo depende da resposta ao tratamento. As dores, além do incômodo, acabam por limitar sua movimentação, reconhece. "Este é um jogo decisivo e não tem piora (da lesão) pelo fato de jogar ou não. Depende de como estiver a dor, se ela quiser jogar não temos porque impedir", completa Fabiano Cunha, outro médico da equipe.

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