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Brasil

Com dicas de Dante e Marcelinho, Brasil enfrenta a Grécia

Arquivo Geral

17/11/2006 0h00

Há dois anos o Brasil não enfrenta a Grécia, adversário deste sábado pela segunda rodada do Campeonato Mundial. Mas o ponta Dante e o levantador Marcelinho estão com os gregos presentes na memória. É que seis jogadores desta seleção atuam no Panathinaikos, mesma equipe dos dois brasileiros. E Marcelinho dá a dica: é preciso explorar a falta de confiança da equipe adversária.

“Eles nunca acham que podem ganhar de ninguém. Já entram na quadra pensando que vão perder. Acho que isso acontece porque nunca chegaram numa colocação muito boa em nenhum campeonato. Além disso, falam que na Grécia o vôlei não é muito forte”, conta o levantador, citando a final da última Liga dos Campeões, quando o Panathinaikos foi derrotado pelo time italiano do Sisley Treviso, onde atua o meio-de-rede Gustavo.

“Quando enfrentam outras equipes da Europa, esses jogadores do meu time também são assim. Contra o Cuneo (equipe do ponta Giba), no mês passado, disseram que perderíamos rápido. Acabamos ganhando de 3 a 0 lá na Itália”, lembra Marcelinho.

Para a seleção brasileira vencer a Grécia, o segredo é pressionar o tempo todo para desestabilizar o adversário. “Quando os gregos estão bem podem derrubar qualquer um, mas se perdem um set o jogo deles desanda um pouco”, explica o técnico Bernardinho, que no entanto não poupa elogios ao adversário. “É um time de saque muito forte, mais rodado, com jogadores experientes, que disputaram Jogos Olímpicos e Campeonatos Mundiais. É um time perigoso, principalmente no saque”, afirma o treinador.

Marcelinho confirma as palavras do comandante, elogiando vários companheiros de time. “Tem um ponteiro (Baev) com um dos saques mais fortes do mundo. Os centrais (Pantaleon e Andreadis) também são muito bons”, comenta.

Também jogador do Panathinaikos, Dante acredita que o risco é a condição de franco-atirador do adversário. “Eles não têm nada a perder. Antes de virmos para o Mundial, já me diziam que arriscariam tudo no saque. O técnico deles (K. Charitonidis) já falou que na sua opinião o Brasil é o melhor time. Se perderem para nós, não será nada demais para eles”, constata.

De acordo com Charitonidis, o objetivo da Grécia é ser um dos quatro times que se classificará para a segunda fase da competição. “Esperamos conseguir a classificação. Queremos ir passo a passo”, afirma o treinador, cuja equipe ficou fora da Liga Mundial deste ano.

Outros resultados, porém, mostram que o time pode ser perigoso. Os gregos disputaram em agosto a Liga Européia, que reúne equipes que não participam da Liga Mundial. Derrotada na semifinal pela Croácia, a Grécia acabou ficando com o bronze. O meio-de-rede Pantaleon foi eleito o melhor bloqueador da competição.

Já a classificação para o Mundial foi obtida pelos gregos conquistando o primeiro lugar do Grupo J das eliminatórias européias. A equipe superou Sérvia e Montenegro, Portugal e Turquia.

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