Duas equipes de pesquisadores testam métodos mais precisos e menos invasivos para detectar o câncer de cólon e reto, information pills informou hoje a Universidade de Michigan.
O professor de medicina interna e engenharia biomédica do centro de ensino, Thomas D. Wang, realizou uma pesquisa, publicada nesta semana na revista “Nature Medicine”, que revela uma nova técnica que poderia detectar o câncer de cólon e reto.
O método inclui a aplicação tópica de um peptídeo marcado com um agente fluorescente. A molécula serve para identificar as mudanças pré-cancerosas no cólon. Depois, com o uso de um microscópio especial que cabe dentro de um endoscópio médico padrão, o especialista pode detectar essas lesões suspeitas.
“Houve um esforço enorme para se chegar a um exame em que os pólipos possam ser vistos com um endoscópio de luz branca”, afirmou Wang.
“Mas as lesões cancerosas ou pré-cancerosas são achatadas e não podem ser vistas com as técnicas comuns de detecção. Por isso, usamos métodos de imagem avançados que buscam alvos moleculares mais que mudanças estruturais”, disse.
Os pesquisadores descobriram que o peptídeo se liga aos tecidos pré-cancerosos em 81% das vezes.
Eles esperam identificar agora peptídeos adicionais que se liguem a outros alvos a fim de aumentar a eficácia deste método.
Agora, os especialistas contam com duas ferramentas novas: a colonoscopia virtual, que usa um scanner CT que procura anormalidades, e uma análise de fezes em busca dos marcadores de DNA associados com o câncer.
Atualmente, as recomendações para o exame de detecção do câncer de cólon incluem um teste que procura vestígios de sangue no material fecal e o enema opaco com contraste duplo, que é uma série de raios X do cólon e do reto.
As técnicas invasivas incluem a colonoscopia, que é a principal, na qual se insere um instrumento no cólon a partir do reto, e a sigmoidoscopia flexível, que examina o reto e a porção inferior do cólon usando um instrumento diferente.
Os novos dados divulgados este mês pelos Centros para o Controle e Prevenção de Doenças mostram que 60,8% dos adultos estavam em 2006 em dia com as recomendações para o exame de detecção de câncer colo-retal, comparado com 53,9% em 2002.
Mas estes números ainda são significativamente baixos se comparados com outros exames para a detecção de câncer, como mamografias e o exame de Papanicolau.
Uma opção possível considerada pelos pesquisadores é um teste que procura marcadores no sangue ou matéria fecal que possam indicar o câncer de cólon. Depois, somente os casos onde haja resultados suspeitos seriam indicados para mais exames como a colonoscopia.
Os exames para a detecção do câncer de cólon deveriam ser iniciados aos 50 anos para as pessoas de risco médio.
Já as que apresentam certos fatores de risco precisam fazer o exame antes, indicou a universidade.