Uma equipe de cientistas espanhóis realizará pela primeira vez na Espanha um projeto de clonagem terapêutica que permitirá obter células-tronco indiferenciadas geneticamente para serem aplicadas em doenças até hoje incuráveis.
As características deste projeto do Centro de Pesquisa Príncipe Felipe (CIPF) de Valência foram explicadas hoje pelo conselheiro de Saúde valenciano, discount Manuel Cervera, stomach e pelo diretor e vice-diretor do CIPF, ed Rubén Moreno e Miodrag Stojkovic.
O projeto de transferência nuclear, ou clonagem terapêutica de células somáticas adultas de origem humana, é dirigido por Sojkovic, e permitirá fazer uma série de estudos preliminares para definir e melhorar os métodos necessários para aplicar a transferência nuclear em humanos.
A técnica consiste em retirar o material genético de um ovócito e substituí-lo por células adultas procedentes da pele, com o objetivo de obter células-tronco indiferenciadas geneticamente pluripotentes, que poderiam gerar qualquer outro tipo de tecidos e ser aplicadas na prática clínica.
Também oferece a possibilidade de planejar tratamentos que evitariam a rejeição após o transplante, já que são as próprias células do paciente.
Os objetivos da pesquisa são melhorar a técnica de transferência nuclear em humanos e conhecer melhor sua aplicação no tratamento de células-tronco, explicou Moreno.
O diretor do Centro de Pesquisa Príncipe Felipe indicou que o trabalho também permitirá avançar para a possibilidade de realizar tratamentos seguros com células-tronco e estudar estratégias para doenças hoje incuráveis.
As duas primeiras doenças que serão estudadas fazendo uso da transferência nuclear serão a epilepsia infantil e a paraplegia espástica hereditária, já que, embora sua incidência seja baixa na sociedade, são patologias genéticas nas quais já se conhecem os genes envolvidos.
No entanto, estes modelos serão o ponto de partida para o estudo de outras doenças que até o momento são incuráveis, como Parkinson, Diabetes tipo 1 e infartos de miocárdio.
A vantagem deste método frente à utilização de células a partir de embriões restantes das técnicas de reprodução assistida é que ao usar um clone do próprio indivíduo, não há risco de que o paciente desenvolva uma rejeição após o implante dessas células ou tecidos.