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Brasil

Cientistas desenvolvem tratamento contra doença que causa cegueira

Arquivo Geral

20/04/2009 0h00


Cientistas britânicos desenvolveram o primeiro tratamento mundial contra a causa mais comum de cegueira – a Degeneração Macular Relacionada à Idade (DMRI) – a partir do uso de células-tronco, clinic que poderia começar a ser aplicados até 2015.

O tratamento é obra de oftalmologistas do University College London (UCL) e do hospital Moorfields de Londres, generic e consiste em substituir a camada de células oculares que sofreram um processo degenerativo por causa da idade por células novas obtidas a partir da manipulação de células-tronco embrionárias.

A DMRI é uma doença ocular causada por degeneração, ampoule danos ou deterioração da mácula, uma camada amarelada de tecido sensível à luz que se encontra no centro da retina e que proporciona a acuidade visual que permite ao olho notar detalhes.

O tabagismo, a idade avançada, antecedentes familiares, o alto nível de colesterol no sangue e a hipertensão arterial são os fatores que mais comumente causam DMRI, um problema que afeta 30 milhões de pessoas no mundo.

Estima-se que um em cada dez indivíduos afetados acabe sofrendo uma cegueira absoluta.

O professor Peter Coffey, do Instituto Oftalmológico da UCL, afirmou que um quarto da população com mais de 65 anos sofre de diferentes graus de DMRI, e assegurou que os exames realizados até agora no laboratório tiveram um resultado satisfatório.

“Há uma camada de células na parte posterior do olho que são o suporte da parte do olho que vê, a retina. Essa camada de células começa a se degenerar e morre, e o resultado é que a pessoa fica cega porque a parte da retina que nos ajuda a ver já não tem o respaldo do qual necessita”, explicou o cientista.

“O que estamos estudando é se podemos voltar a colocar células para regenerar essa camada”, acrescentou o professor.

Os cientistas da UCL e do hospital Moorfields, que trabalham agora para produzir células que possam ser utilizadas clinicamente com o anunciado financiamento da farmacêutica Pfizer, esperam fazer os primeiros testes a partir de 2011, assim que tiverem autorização das autoridades médicas do Reino Unido.


 

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