As autoridades chinesas informaram hoje a retirada de um lote de 272 marcapassos americanos por ter detectado “problemas de qualidade”, sale em novo episódio da guerra comercial entre a China e outros países.
O lote, more about que chegou a Xangai no final de abril, foi avaliado em US$ 236.294, informou hoje em seu site a Agência Geral de Supervisão de Qualidade, Inspeção e Quarentena.
“Ao examinar a mercadoria, o órgão descobriu que as fichas técnicas sobre a força do pulso destes marcapassos não coincidiam com os dados indicados de origem pela fábrica. Por isso, eles descumprem os padrões chineses”, diz a nota oficial. O uso destes dispositivos significa um “perigo para a saúde do doente”.
Há dez dias, a imprensa chinesa revelou que em 2004 um menino chinês de 13 anos morreu por uso de um dispositivo de ajuda ventricular fabricado na Alemanha que não tinha sido registrado na China. Por isso, o Governo chinês anunciou um reforço na inspeção de fármacos e dispositivos médicos importados.
A medida foi tomada depois que nas últimas semanas a Mattel, maior fabricante de brinquedos do mundo, retirou milhões de produtos fabricados na China dos mercados dos EUA e da Europa após descobrir que eram perigosos para crianças. A Comissão Européia negou hoje que a retirada destes brinquedos tenha motivação política.
Nos últimos meses, alimentos para animais de estimação e remédios fabricados na China causaram intoxicações e mortes, respectivamente, na América. Por isso, alfândegas de vários países vigiam de perto as mercadorias de um dos maiores produtores e exportadores do mundo.
No que analistas chamam de guerra comercial, desde janeiro os EUA tiraram de circulação produtos para bebês, ração para animais, pastas de dente e pescado procedente da China. Em reação, Pequim ordenou a destruição de carnes dos EUA e de alguns países europeus que também reforçaram o controle contra suas mercadorias.
“A Agência vai tomar medidas contra os produtos que não cumprem com as regras chinesas como a destruição, a devolução e a proibição de importação, entre outras”, explicou hoje o órgão chinês em comunicado.
No fim de semana, o diretor-geral da Agência, Li Changjiang, participou de um programa de TV dentro de uma campanha para recuperar a credibilidade das exportações chinesas: “Acho que se trata de uma nova tendência protecionista. Embora as retiradas são necessárias, é injusto decidir que todos os produtos fabricados na China são perigosos”, explicou Li.