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Brasil

Chela e Davydenko abrem decisão entre Argentina e Rússia

Arquivo Geral

30/11/2006 0h00

Está definida a ordem dos confrontos da grande final entre Argentina e Rússia da Copa Davis, tradicional disputa entre países no tênis. A decisão será aberta às 6h (de Brasília) desta sexta-feira com o argentino Juan Ignácio Chela encarando o número 3 do mundo, Nikolay Davydenko.

Apesar da boa posição na lista da ATP, Davydenko tem um retrospecto horrível contra o sul-americano: cinco derrotas em cinco jogos, sendo a última delas no Masters de Cincinnati, em agosto. Depois, entram em quadra Marat Safin e David Nalbandian, dono da melhor posição argentina no ranking mundial, a oitava. O histórico, desta vez, é favorável ao europeu: seis vitórias em oito partidas. Este ano, porém, o duelo está empatado em 1 x 1.

No sábado, o confronto de duplas terá David Nalbandian e Augustín Calleri encarando Mikhail Youzhny e Dmitry Tursunov, a partir das 7h (de Brasília). No domingo, novamente às 6h, os confrontos do primeiro dia de simples se invertem.

De acordo com os últimos resultados, os jogos finais também prometem equilíbrio entre os dois países, com leve vantagem para a Argentina. Enquanto Nalbandian bateu Davydenko duas vezes em 2006, inclusive em Roland Garros, Safin lidera os confrontos contra Chela por 3 x 1. A última vez que os dois se enfrentaram, entretanto, foi em 2004.

Todos os jogos serão disputados em superfície rápida na cidade de Moscou, local que não é favorável para os donos da casa. Nas duas vezes em que decidiram a Davis na capital de seu país, em 1994 e 1995, eles foram derrotados respectivamente por Suécia e Estados Unidos. O primeiro título do país só veio em 2002, quando os russos bateram a França em Paris por 3 partidas a 2.

Em franca ascensão no cenário mundial, a Argentina nunca comemorou o título da Davis. Na única vez que os sul-americanos chegaram à final da competição, em 1981, eles não resistiram e caíram diante dos Estados Unidos em Cincinnati. Para chegar à decisão, porém, os tenistas argentinos eliminaram nas quartas-de-final a Croácia, atual campeã.

A vontade é evidente nos dois times, o que deve tornar o confronto ainda melhor para os fãs de tênis. “É um momento histórico e vamos fazer de tudo para vencer. Sabemos que Davydenko vem bem, mas também temos jogadores de nível”, comentou Chela, pivô de uma discussão entre o capitão Alberto Mancini e Nalbandian nesta quarta.

Estrela da equipe, Nalbandian nunca escondeu de ninguém que preferia Agustín Calleri como segundo tenista de simples, ao contrário de Mancini, que optou por Chela. Nesta quarta, os dois conversaram acaloradamente após o treino por cerca de 45 minutos, o que provocou rumores – logo desmentidos – de crise na equipe.

“Um jogador não pode nem mais falar com o capitão. Não temos nada a esconder, mas me preocupa como isso vai repercutir”, reclamou Nalbandian, que, por outro lado, disse não estar no melhor de sua forma mental. O capitão confirmou a versão do atleta. “Foi uma conversa normal entre jogador e técnico, talvez em um tom um pouco mais alto. A verdade é que todos estamos bem”, garantiu.

Do outro lado da quadra, os russos têm seu maior problema na forma física de Mikhail Youznhy, herói da dramática conquista de 2002. No mês de outubro, ele sofreu uma séria contusão no tornozelo durante o Torneio de Estocolmo e ainda se recupera. Apesar disso, o clima também é de otimismo.

“Não se pode negar que o tênis russo passa por um período de esplendor”, afirmou o capitão Shamil Tarpischev, que espertamente procurou jogar o favoritismo para os argentinos. “Os dois times são equilibrados, então as chances são iguais. Mas eu daria uma leve vantagem a eles, que possuem uma formação melhor balanceada”, analisou.

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