Menu
Brasil

Chefe de quadrilha frauda INSS com ajuda de suas quatro namoradas

Arquivo Geral

08/06/2010 12h20

A Polícia Federal deflagrou hoje (8) no Rio de Janeiro a Operação Ghost, que investiga possíveis ilegalidades no requerimento e na concessão de benefícios assistenciais e previdenciários, sobretudo em pensões por morte. Um dos principais usava suas namoradas para ampliar o pagamento ilegal das pensões além de uma policial civil e funcionários da Previdência Social.

 

Estão envolvidos no esquema intermediários e servidores do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que usavam dados de pessoas que morreram ou beneficiários fantasmas. Foram expedidos 13 mandados de prisão temporária e 24 de busca e apreensão. Cerca de 100 policiais participam da ação.

 

De acordo com a PF, a operação conseguiu desarticular uma organização criminosa que atuava em uma funerária, que criava segurados fictícios e relações de dependência econômica inexistentes. O grupo fazia o requerimento e sacava benefícios previdenciários e assistenciais fraudados, geralmente após a morte de um segurado do INSS que não deixou dependentes econômicos. As irregularidades envolviam também empréstimos consignados.

 

O principail articulador da fraude previdenciária desarticulada usava suas quatro namoradas para ampliar o esquema de pagamentos ilegais de pensões. Na casa delas, os agentes apreenderam boa parte de documentos falsos usados pela quadrilha. Uma inspetora da Polícia Civil, que está entre os 12 presos, contribuía orientando o grupo para não chamar a atenção da polícia.

 

A inspetora, segundo a polícia, era namorada de um dos sócios da Funerária Araruama Ltda., na Região dos Lagos, que funcionava como base da organização. O sócio, identificado como Silvio, está foragido. O outro proprietário do estabelecimento era Paulo que, além das namoradas, contava com a ajuda de cinco servidores da Previdência Social e uma estagiária.

 

A fraude vinha sendo cometida desde o final da década de 90, com estimativa de prejuízos de R$ 1 milhão aos cofres da Previdência Social. Os envolvidos no esquema são suspeitos dos crimes de estelionato, inserção de dados falsos em sistemas de informação e formação de quadrilha.

    Você também pode gostar

    Assine nossa newsletter e
    mantenha-se bem informado