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Brasil

Casal suspeito de aplicar calote de R$ 5 mi em brechó de luxo é preso em SP

Calotes também teriam atingido prestadores de serviço, como restauradores de bolsas e outros artigos de luxo.

Redação Jornal de Brasília

29/01/2026 23h33

Foto: Banco de imagens

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS)

A Polícia Civil de São Paulo prendeu nesta quinta-feira (29), em São José dos Campos, um casal dono de um brechó de luxo suspeito de dar calotes em fornecedores que somam cerca de R$ 5 milhões.


Francine da Costa Prado e o marido e sócio dela, Felipe Prado dos Santos, foram presos no bairro Urbanova, durante o cumprimento de mandados de busca e prisão temporária expedidos pela Justiça do Piauí. O casal é suspeito de não repassar para fornecedores valores obtidos com as vendas de artigos de luxo pelo brechó online “Desapego Legal”, que também tem sede física.


Reportagem do Fantástico, da TV Globo, exibida em janeiro do ano passado, dizia que, naquela ocasião, havia mais de 100 processos contra os suspeitos na Justiça. As vítimas são de todo o Brasil e também do exterior.


Fornecedores enviavam bolsas, sapatos e outros acessórios de grifes famosas para que os itens fossem vendidos pelo brechó, localizado em São José dos Campos, mas não recebiam os valores acordados, descontada a comissão da loja, sob desculpas que variavam de mal-estar da proprietária a promessas em vão de pagamentos parcelados que nunca ocorreram, segundo relataram os credores à reportagem.


Calotes também teriam atingido prestadores de serviço, como restauradores de bolsas e outros artigos de luxo. Além de outros estados da federação, os não pagamentos aos fornecedores também eram investigados pelo Ministério Público de São Paulo.


Apesar de mais de uma centena de processos, o Desapego Legal continuava anunciando produtos no Instagram, rede onde possui 212 mil seguidores, até ontem. A empresa, no entanto, está em processo de recuperação judicial.


Em nota, o escritório LDVC Advogados Associados, que representa o casal somente no acompanhamento da ação de recuperação judicial da empresa Desapego Legal, diz que o devido processo “segue seu curso regular, tendo sido devidamente apresentada nos autos a relação completa dos credores da empresa”. E que os créditos “serão tratados no âmbito do devido processo legal, observada a ordem e as condições previstas na legislação aplicável, garantindo-se aos credores o recebimento de seus haveres nos prazos e condições estabelecidos no plano já apresentado”.


Escritório diz, ainda, que o casal sempre atendeu às convocações judiciais e que seus clientes “jamais se furtaram ao comparecimento aos atos processuais para os quais foram regularmente intimados”. “O Sr. Felipe Prado dos Santos e a Sra. Francine da Costa Prado confiam no regular funcionamento das instituições e do Poder Judiciário, sendo certo que os meios processuais cabíveis serão adotados, no tempo e na forma adequados, com o objetivo de revisar a medida judicial”, finaliza a nota.


A reportagem não conseguiu contato com os advogados que acompanharam a prisão e os depoimentos do casal. O espaço segue aberto para manifestação.

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