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Brasil

Carla depõe de novo e deve sair como indiciada pela morte do coronel Ubiratan

Arquivo Geral

25/09/2006 0h00

Uma frente fria deixará grande parte do País com muitas nuvens e céu nublado hoje, drugs rx segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

As regiões mais afetadas serão o Espírito Santo, cheapest o nordeste de Minas e o sul da Bahia. No entanto, as áreas de instabilidade podem provocar pancadas de chuvas no centro-norte de Minas, centro-norte de Goiás (incluindo o DF) e de Mato Grosso, além do sudoeste e oeste da Bahia, de Tocantins, do centro-sul e oeste do Pará. O mau tempo deve se estender pela Região Norte e atingir Acre, Rondônia, Amazonas e Roraima.

Áreas de São Paulo, de Mato Grosso do Sul, do Rio e do Paraná também estão sujeitas a chuvas. Somente no Sul e em parte do Nordeste, o céu estará limpo. De acordo com o Cptec, as temperaturas estarão em declínio no Sudeste. No Sul haverá pequena elevação nos termômetros, mais ainda com possibilidade de geada no Rio Grande do Sul.

Atualizada às 15h49

Um caminhão com excesso de altura ficou entalado sob a passarela de pedestres ao lado do Terminal Rodoviário do Tietê, price em São Paulo. Por volta das 8h15, o caminhão, que carregava um trator, tentou passar no local e ficou preso.

O trator caiu sobre a pista da Avenida Cruzeiro do Sul e interditou duas faixas centrais por seis horas. Apesar do susto, somente o ajudante do motorista, de 22 anos, teve ferimentos leves e foi levado a um hospital da região.

Ameaças feitas por militantes mascarados e a queima de ônibus não impedem, rx por enquanto, sale os planos de uma negociação de paz do governo espanhol com o ETA, mas mostram que a guerrilha basca talvez esteja ficando impaciente.

A tensão vem crescendo nas últimas semanas no País Basco (norte da Espanha), onde a possibilidade de negociações até agora não resultaram em concessões, como a legalização do partido separatista Batasuna, proscrito devido à sua ligação com o ETA.

Desde junho houve cerca de 40 ataques, a maioria com bombas caseiras, contra veículos, bancos e outros alvos, inclusive uma estação de rádio. Esse tipo de ação de pequena intensidade é chamada pelos bascos de "kale borroka" (briga de rua).

No domingo a temperatura política subiu ainda mais, quando a imprensa basca disse que três homens encapuzados fizeram disparos para o ar e prometeram manter a luta armada, durante um ato separatista.

Embora não tenham anunciado a suspensão da trégua declarada em março pelo ETA, o tom era claramente ameaçador. Analistas não sabem se o alvo direto da ameaça era o governo espanhol ou a própria cúpula etarra.

Após 38 anos de luta armada, que deixou 800 mortos, o ETA pode estar vivendo uma rebelião interna dos seus radicais, segundo Ignacio Sánchez Cuenca, autor de um livro sobre a guerrilha basca.

"Os radicais podem estar pressionando, ou talvez estejam mesmo se preparando para se separar (do ETA)", disse ele.

Outra possibilidade é de que se trate de um alerta "oficial" do ETA ao governo espanhol.

O primeiro-ministro José Luis Rodríguez Zapatero repreendeu os separatistas em um discurso no domingo, dizendo que "as regras do jogo são claras: respeitem a lei e a paz, e paz significa ausência de violência".

Reservadamente, o governo admite não saber se os militantes mascarados representam o ETA como um todo.

Para Carlos Barrera, professor de História na Universidade de Navarra, a aparição dos militantes encapuzados pode ser contraproducente na obtenção de concessões do governo.

As negociações anunciadas em junho pelo socialista Zapatero ainda não começaram, segundo a imprensa espanhola, em grande parte porque o Batasuna não pôde participar de uma outra consulta sobre o futuro do País Basco. A razão para isso é a recusa do partido em condenar a violência.

Com a manifestação dos militantes radicais, ficará mais difícil para Zapatero fazer concessões ao Batasuna, segundo Barrera, para quem a situação fica ainda mais complicada devido a recentes imagens de TV que mostraram presos bascos xingando e ameaçando juízes. "Imagens como essas não ajudam em nada", afirmou.

Mesmo antes do cessar-fogo, o ETA estava havia três anos sem matar ninguém. Sua estrutura havia sido fortemente abalada por ações policiais na Espanha e na França (onde também há uma população basca).

Só uma minoria entre os bascos apóia a independência da região, segundo as pesquisas.

Muitos militantes do ETA podem ter objetivos mais imediatos em mente, como a transferência de presos bascos para a região, e estariam relutantes em recorrer à violência, segundo Barrera.

A advogada Carla Cepollina, treatment namorada do coronel da reserva da PM Ubiratan Guimarães, assassinado com um tiro no último dia 9, em São Paulo, voltou a ser ouvida hoje pelo delegado Marco Antônio Olivatto, no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). Tratada como testemunha durante toda a investigação, Carla é apontada como a principal suspeita pelo assassinato e deve ser indiciada ainda hoje, segundo a polícia.

Ela chegou às 9h55, mas só começou a prestar depoimento às 11h40. Carla está acompanhada da mãe e advogada dela, Liliana Prinzivalli, e do advogado criminalista Antônio Carlos de Carvalho Pinto. Os três entraram por uma garagem lateral sem falar com a imprensa.

Ontem, o delegado divisionário do DHPP, Armando de Oliveira Costa Filho, afirmou que a polícia tem provas suficientes para indiciá-la após o interrogatório. No entanto, ele ressaltou que Carla ainda não terá a prisão preventiva requerida. Segundo o delegado, ainda não foram identificados pré-requisitos para a detenção, como possibilidade de fuga, coação de testemunhas e possível destruição de provas.

Mesmo com o indiciamento de Carla, o inquérito presidido pelo delegado Marco Antonio Olivatto só deve ser concluído nos próximos dez dias, quando ficarão prontos os laudos do Instituto de Criminalística. Em seguida, o caso será encaminhado ao Ministério Público, que deve denunciar Carla à Justiça. Se a denúncia for acatada, ela será processada.

Em entrevista veiculada ontem no programa Fantástico, da Rede Globo, Carla voltou a negar a autoria do crime e alegou não ter motivos para matar o namorado. "Você não mata uma pessoa de que você gosta, que você se dá bem, que você tem um relacionamento sólido. A duas semanas da eleição com a eleição ganha, com planos para o futuro", declarou. "Eu gostava de ficar com ele."

Na versão de Carla, Ubiratan estava dormindo quando ela deixou o apartamento do namorado na noite do crime. Ela atribuiu o provável indiciamento a pressões sofridas pela polícia e reclamou de ter de provar a inocência. "Eu tenho que justificar o que eu não fiz. Eles não têm que provar que eu sou culpada. Eu que tenho que provar que sou inocente, está tudo invertido".

Sem mostrar o rosto por causa de uma ameaça deixada em sua secretária eletrônica, Carla confirmou ter passado o dia com o namorado. Em outra entrevista, publicada ontem no jornal Folha de S.Paulo, a advogada disse que a morte pode ter ocorrido por "questões patrimoniais". Segundo ela, Ubiratan era alvo de uma ação trabalhista e tinha passado a maior parte dos bens para os filhos.

Os maiores indícios contra Carla encontrados pelo DHPP são as ligações feitas e recebidas pelo telefone fixo do coronel Ubiratan. Segundo o DHPP, a última ligação para ele foi feita às 20h26 do dia 9 por uma amiga, a delegada da Polícia Federal Renata Azevedo dos Santos Madi.

Policiais do DHPP apuraram que Carla ainda estava no apartamento do coronel e atendeu à ligação. Para o DHPP, naquele horário Ubiratan já tinha sido assassinado, porque moradores do prédio declararam à polícia que ouviram o tiro que o matou entre 19h e 19h30.

Um teste acústico feito na noite de sábado no apartamento do coronel constatou que o tiro poderia ser ouvido por vizinhos.

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