Um comunicado da Camargo Corrêa enviado hoje à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários de Portugal (CMVM) ressalta que o grupo, que opera nos setores da construção, de cimento e de manufatura industrial, “não estuda nem prepara o lançamento de uma OPA sobre a CIMPOR”.
No entanto, a nota, assinada pelo diretor de Finanças da empresa, Marcio Garcia de Souza, revela que “manteve conversas informais com acionistas da CIMPOR com vistas a identificar possíveis oportunidades de atuação conjunta entre os dois grupos”.
Essas oportunidades “não estando definidas, não passarão pelo lançamento de qualquer OPA que concorra com a anunciada na sexta-feira”, afirma a companhia, em referência à oferta da CSN.
A Camargo Corrêa acrescenta que a estratégia, que fez a companhia crescer no mercado brasileiro e internacional, e, especificamente, no setor do cimento, leva a empresa a estar atenta a novas oportunidades de negócio.
A OPA da CSN sobre a CIMPOR oferece 5,75 euros por ação e situa o preço da totalidade do capital da empresa portuguesa em 3.860 euros, com um prêmio de 5% em relação ao valor das ações anterior à oferta (5,465 euros).
A CIMPOR deve pronunciar-se sobre a OPA esta semana e a CSN tem que concretizá-la antes de meados de janeiro.