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Brasil

Câmara aprova PL para compartilhamento de dados contra crimes na fronteira

Projeto facilita troca de informações entre órgãos para prevenir infrações transnacionais na região de fronteira

Redação Jornal de Brasília

21/01/2026 17h11

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Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

A Comissão de Segurança Pública da Câmara dos Deputados aprovou, em dezembro, o Projeto de Lei 4566/24, de autoria do deputado José Medeiros (PL-MT), que facilita o compartilhamento de informações entre órgãos públicos responsáveis por prevenir, investigar e combater crimes transnacionais na faixa de fronteira.

O texto altera a Lei de Acesso à Informação (LAI), determinando que órgãos civis e militares com acesso a dados sobre o trânsito internacional de bens e pessoas na região de fronteira compartilhem essas informações com autoridades responsáveis por infrações penais de caráter transnacional. Entre os dados a serem compartilhados estão registros de imigrantes, informações de monitoramento de veículos, dados comerciais, imagens de infraestruturas de transporte e outras informações de inteligência relevantes.

A troca de informações deve seguir diretrizes como confiança entre agências, com atuação ética, transparente e eficiente; prevalência da segurança pública sobre o sigilo; preferência por informações processadas; integração de bases de dados; e planejamento orientado por inteligência.

Além disso, o projeto modifica o Código Penal, aumentando de dois terços até o triplo a pena para o crime de associação criminosa quando comprovada a natureza transnacional da conduta, alinhando-o ao tratamento dado à organização criminosa. Atualmente, a pena para associação criminosa é de 1 a 3 anos de reclusão.

O relator, deputado Coronel Ulysses (União-AC), apresentou parecer favorável, destacando que a proposta contribui para a integração entre órgãos de fiscalização transfronteiriça e o compartilhamento de informações estratégicas para enfrentar crimes transfronteiriços.

A proposta ainda será analisada pelas comissões de Relações Exteriores e de Defesa Nacional; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de seguir para o Plenário da Câmara. Para se tornar lei, o texto precisa ser aprovado também pelo Senado. As informações foram retiradas da Agência Câmara.

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