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Cacique Raoni tem melhora da tosse e evolui na recuperação após hemorragia

Antes disso, no último dia 30, Raoni teve sangramento no estômago e no duodeno (primeira e mais curta porção do intestino delgado), que foi estabilizado. Ele teve que ser submetido a uma endoscopia.

Redação Jornal de Brasília

13/07/2026 23h40

cacique raoni cop30 (belém). (1)

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

JORGE ABREU
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

O cacique Raoni Metuktire segue evoluindo com melhora progressiva, conforme boletim médico divulgado nesta segunda-feira (13). Ele se recupera de um segundo quadro de hemorragia digestiva durante sua internação no Hospital São Paulo (HSP/Unifesp), no qual está desde junho.


Na última sexta (10), o líder kayapó havia apresentado novamente quadro de hemorragia, que foi logo controlado. Agora, segundo o hospital, ele está consciente, respondendo a comandos, respirando em ar ambiente, com adequada aceitação alimentar por via oral e melhora da tosse.


Antes disso, no último dia 30, Raoni teve sangramento no estômago e no duodeno (primeira e mais curta porção do intestino delgado), que foi estabilizado. Ele teve que ser submetido a uma endoscopia.


Após o primeiro quadro de hemorragia, o líder indígena foi levado para UTI (unidade de tratamento intensivo), onde ficou em observação até dia 6, quando foi transferido para uma enfermaria.


O cacique foi transferido de Sinop, em Mato Grosso, para dar continuidade ao tratamento de saúde e ao acompanhamento cirúrgico de seu quadro clínico.


As equipes médicas responsáveis pelo caso definiram a internação em São Paulo após avaliação conjunta, segundo o Hospital e Maternidade Dois Pinheiros, onde o líder estava.


Na capital paulista, o acompanhamento é conduzido pelo cirurgião Franz Robert Apodaca Torrez, professor da Escola Paulista de Medicina da Unifesp.


Nova internação em menos de um mês


A nova internação ocorreu menos de um mês após Raoni receber alta do Hospital e Maternidade Dois Pinheiros. Em maio, ele foi hospitalizado após apresentar mal-estar clínico e complicações respiratórias e gastrointestinais.


Antes disso, também havia passado cinco dias internado para tratar dores abdominais associadas a uma hérnia.


A equipe médica informou, à época, que o líder indígena possui comorbidades, entre elas DPOC (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica), insuficiência cardíaca, uso de marcapasso cardíaco e hérnia diafragmática.


Desde 2020, Raoni já passou por seis internações no Hospital e Maternidade Dois Pinheiros.


A relação com a unidade foi construída a partir das Expedições UFMT-Xingu, projeto de extensão da Universidade Federal de Mato Grosso em parceria com o hospital, que leva atendimento especializado às aldeias da Terra Indígena Capoto/Jarina.


Reconhecido internacionalmente pela defesa da Amazônia e dos povos indígenas, Raoni ganhou notoriedade nos anos 1970 ao se posicionar contra a construção da rodovia Transamazônica durante a ditadura militar (1964-1985).


Em 1989, após conhecer o músico britânico Sting, iniciou uma série de viagens internacionais e se consolidou como uma das vozes mais conhecidas em defesa da floresta amazônica e dos direitos indígenas.

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