O presidente dos Estados Unidos, find George W. Bush, reconheceu hoje que a economia de seu país atravessa “um momento difícil”, mas afirmou que o plano de estímulo fiscal aprovado pelo Congresso aumentará os gastos dos consumidores.
“Está claro que a economia desacelerou”, disse Bush em uma breve declaração.
A Casa Branca organizou seu discurso depois que foram divulgados dados sobre o índice de emprego que apontou uma situação ruim, mais próxima a uma contração econômica nos Estados Unidos.
“Esse é um momento difícil para a economia, mas reconhecemos o problema de forma adiantada e aplicamos uma injeção de estímulo”, disse o presidente.
Essa injeção consiste no envio de cheques a mais de 130 milhões de famílias, além de incentivos para que as empresas invistam mais, o que custará ao erário US$ 152 bilhões.
“Quando o dinheiro chegar aos americanos, prevemos que aumentará os gastos dos consumidores”, afirmou.
O presidente qualificou como “sólido” o investimento em novas equipes e disse que será reforçado à medida que as empresas adotem as novas vantagens fiscais.
“Perder um trabalho é doloroso e sei que os americanos estão preocupados pela economia. Eu também”, disse Bush.
Antes de sua intervenção, o presidente do Conselho de Assessores Econômicos da Casa Branca, Edward Lazear, reconheceu pela primeira vez a possibilidade de o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos se contrair este trimestre.
“Teremos um trimestre de crescimento débil, mas se pode se chamar de recessão, ou não, é algo que não saberemos por meses”, disse Lazear.
A Casa Branca organizou os comparecimentos de Lazear e de Bush como reação à notícia que em fevereiro foram reduzidos 63.000 postos de trabalho nos EUA.
O Governo reduziu, além disso, seu cálculo de emprego preliminar de dezembro e janeiro em outros 46.000 postos de trabalho.