PORTO ALEGRE, RS (FOLHAPRESS)
A investigação sobre o desaparecimento dos irmãos Ágatha Isabelly, 6, e Allan Michael, 4, moradores da comunidade quilombola de São Sebastião dos Pretos em Bacabal (MA), se aproxima de um mês sem sinal das crianças ou informações sobre o paradeiro.
Neste momento, a busca está concentrada na parte investigativa, à cargo da Polícia Civil do Maranhão. A corporação disse que nenhuma hipótese está descartada e que não divulgará detalhes sobre as investigações para não comprometer o trabalho policial.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, todas as pessoas ouvidas até agora foram chamadas na condição de testemunhas.
Os irmãos e o primo, Anderson Kauã, 8, desapareceram no dia 4 de janeiro. Anderson foi encontrado três dias depois por carroceiros em uma estrada de terra a cerca de 4 km da comunidade quilombola. No dia 27 de janeiro, ele voltou para casa.
O prefeito de Bacabal, Roberto Costa (MDB), afirmou no sábado que cerca de 20 homens e mulheres atuavam nas buscas na área de mata. A operação conta com uma equipe especializada em rastreamento, composta por policiais militares, bombeiros, integrantes do Centro Tático Aéreo e cães farejadores.
É um contingente muito inferior do que as quase 600 pessoas que chegaram a vasculhar a região no pico das buscas, durante a primeira e a segunda semanas após o desaparecimento.
A área de mata na qual foram realizadas as buscas tem trechos de vegetação densa e difícil acesso, presença de palmeiras e árvores de grande porte, com plantas espinhosas. O local também tem corpos de água como pequenos riachos e lagos, além de trechos descampados.
O local foi dividido em quadrantes e, segundo a secretaria, foi analisado duas vezes.
O mais próximo de um vestígio das crianças encontrado por autoridades foram traços identificados por cães farejadores em uma casa abandonada na mata. Anderson havia dito à polícia que passou pelo local com as crianças, e continuou sozinho a partir daquele ponto.
De acordo com familiares, a última vez que os três foram vistos foi na tarde do dia 4, e a suspeita é que eles se perderam na mata que fica próxima ao povoado, onde vivem cerca de 250 pessoas.
Após a varredura na área de mata, a força-tarefa realizou uma varredura de um trecho de quase 20 km do rio Mearim, que banha a região. Foram usados radares subaquáticos para identificar anomalias no fundo da água, mas nada foi encontrado.