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Brasil

Briga na Justiça entre Briatore e FIA só será decidida em janeiro

Arquivo Geral

24/11/2009 0h00

Um tribunal de Paris adiou para 5 de janeiro a sentença envolvendo o italiano Flavio Briatore, banido da Fórmula 1 pela Federação Internacional de Automobilismo (FIA) pela participação em um escândalo com a Renault.


À revelia do ex-chefe da escuderia francesa, os juízes escutaram hoje os advogados de ambas as partes e deixaram a decisão para o início de 2010.


Briatore pede uma indenização de pelo menos um milhão de euros e ainda a anulação da pena, originada pelo envolvimento no esquema que deu ao espanhol Fernando Alonso a vitória no Grande Prêmio de Cingapura de 2008, denunciado pelo brasileiro Nelsinho Piquet, parte do esquema.


Já o ex-diretor-executivo de engenharia Pat Symonds, punido pela FIA por cinco anos, pediu 500 mil euros por danos morais, além do fim da suspensão.


“Meu cliente quer recuperar sua liberdade”, afirmou Philippe Ouakrat, advogado de Briatore. Ele afirma que o italiano não preparou voluntariamente o acidente de Piquet.


Além disso, o advogado assegurou que a ausência de limite na sanção imposta é contrária à jurisprudência do Tribunal Europeu de Direitos Humanos.


Em terceiro lugar, a defesa de Briatore assegura que não é legal basear uma sanção em um testemunho anônimo, porque priva os acusados dos direitos legítimos de defesa.


Para o italiano, a FIA atuou com base no “excessivo desejo de vingança de um só homem”, em referência ao inglês Max Mosley, então seu presidente.


O advogado do ex-chefe da Renault apresentou como prova as declarações à imprensa de um vice-presidente da FIA, que assegurou que a punição tinha sido resultado de negociações prévias à reunião do Conselho Mundial.


O acidente foi provocado por Nelsinho, a mando de Briatore, na volta 14 do Grande Prêmio de Cingapura, em setembro do ano passado.


Como o carro do brasileiro ficou parado em um local onde não havia guindaste para que ele fosse retirado rapidamente, o safety car teve que entrar na pista.


Diversos carros aproveitaram a oportunidade para reabastecer, mas o piloto espanhol, que havia acabado de sair dos boxes, foi favorecido e ganhou posições que o ajudaram a vencer a corrida, como planejado pela equipe.


O resultado levou o inglês Lewis Hamilton ao pódio, e o resultado faria diferença ao piloto da McLaren – que acabou campeão com um ponto de vantagem sobre o brasileiro Felipe Massa, da Ferrari.

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