Depois de se fazer presente, com pequenos períodos de interrupção, no dia-a-dia da Fórmula 1 desde 1988, até Flavio Briatore já se mostra estafado. Chefe de equipe da Renault desde 2001, o italiano garantiu que, apesar de continuar na hierarquia dos franceses, deixará o cargo atual e assumirá um papel mais administrativo na próxima temporada.
Segundo revelou Briatore em entrevista ao jornal italiano La Gazzetta dello Sport, o seu substituto como diretor esportivo já está até definido, ainda que seu some seja mantido sob sigilo até aqui. Já o mandatário campeão da Fórmula 1 duas vezes tanto pela Renault quanto pela Bridgestone se ocupará um cargo um pouco mais longe das pistas do que de costume.
“No ano que vem não terei mais um papel de 360º”, afirmou o empresário de 58 anos, brincando com a quantidade de coisas pelas quais tem sido responsável na escuderia francesa. “Haverá um diretor, já apontado por mim, que tomará conta da administração cotidiana do time. Assim poderei me concentrar em coisas mais importantes”.
Para definir com exatidão o que seriam esse assunto de mais importância, o italiano tem reunião marcada para esta quinta-feira em paris com o presidente da Renault, o brasileiro Carlos Ghosn. Estará em discussão ainda o planejamento visando à próxima temporada.
“Na F-1 há ciclos, mas mesmo nos momentos difíceis Carlos Ghosn não quis diminuir nosso orçamento, mesmo que a competição não seja apenas uma questão de dinheiro, caso contrário a Toyota venceria todos os grandes prêmios”, explicou Briatore, confia no fortalecimento da equipe francesa 1 para 2009. “Tivemos que renovar todo o setor aerodinâmico e, quando se trocam 40 pessoas deve-se esperar pela adaptação. Agora estamos na linha correta, prontos para recomeçar. Temos gente jovem e capaz”.