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Brasil

Briatore: <i>Não voltarei à F-1, mas recuperei minha dignidade</i>

Arquivo Geral

18/01/2010 0h00

O ex-chefe da Renault Flavio Briatore garantiu que não voltará a exercer cargo semelhante na Fórmula 1, mas disse que a absolvição do banimento da categoria lhe “devolveu a dignidade”.


“Foi uma grande vitória na Justiça francesa, mas ainda sinto tristeza pelo que aconteceu. Tive um período difícil, de três a quatro meses”, confessou o italiano ao jornal “Daily Mirror”.


Ele ainda garantiu que não voltará a ser chefe de nenhuma escuderia: “É certo que nunca voltarei a comandar uma equipe na minha vida, mas recuperei minha dignidade, algo que é muito importante após vinte anos no esporte”, apontou.


O Tribunal de Grandes Instâncias de Paris, ao qual o italiano havia recorrido, considerou “irregular” a decisão tomada pelo Conselho Mundial da FIA no dia 21 de setembro do ano passado, quando também suspendeu por cinco anos o diretor de engenharia da Renault, Pat Symonds, pelo episódio no Grande Prêmio de Cingapura.


Durante a corrida noturna, disputada num circuito de rua em Marina Bay, Briatore teria ordenado ao brasileiro Nelsinho Piquet para que batesse sua Renault contra um muro em um local da pista onde não havia como o veículo pudesse ser retirado sem que fosse necessária a entrada do safety car.


Vários pilotos aproveitaram a situação para entrar nos boxes, e Alonso, que havia acabado de reabastecer, ganhou posições que o ajudaram a vencer a prova.


A Justiça francesa considerou que o banimento do dirigente foi baseado “em um testemunho anônimo de última hora”, do qual Briatore não teve como se defender.


“Tive o relatório da FIA e o dos juízes de pista e não havia nenhuma prova de que eu estivesse envolvido no acidente. Isto é oficial, simples assim”, explicou.


Briatore anunciou ainda que processará a federação internacional pelos prejuízos que o caso trouxe à Renault: “Perdemos Alonso, Kovalainen, e vários pilotos. Processaremos a FIA pelo dinheiro que perdemos”, afirmou o italiano ao jornal “The Telegraph”.

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