O Brasil já entra com vantagem no retrospecto, tendo vencido as três partidas realizadas até hoje, com apenas um set cedido. Para piorar a situação dos rivais, a Austrália fez 23 jogos em sua preparação para o torneio e só venceu oito. Mesmo com todos os pontos positivos, os jogadores pedem atenção para evitar sustos.
“O nível do vôlei masculino hoje está muito equilibrado. Às vezes um time entra sacando forte e um jogador que pula alto no bloqueio e complica a nossa vida”, afirmou o levantador Ricardinho, lembrando dos Jogos Olímpicos de Atenas-2004, quando a equipe cedeu o primeiro set para os rivais antes de virar para 3 x 1.
“Temos de jogar como fizemos contra a Grécia, concentrados e determinados. Não podemos achar que será fácil. Todo mundo quer ganhar pelo menos um set de nós”, completou.
Do time australiano que disputou os Jogos Olímpicos, cinco jogadores continuam na equipe: o levantador Young, o ponta Hardy, os meios-de-rede Howard e Campbell e o ponta Earl – este último não participou do jogo contra o Brasil em 2004. O meio-de-rede Ferguson seria o sexto remanescente, mas se machucou antes do Campeonato Mundial.
“A Austrália tem um time alto, que fez trabalho visando os Jogos Olímpicos de Sydney e se mantêm disputando as principais competições. Muitos jogadores jogam na Europa, inclusive na Itália. Isso deu consistência e uma maior experiência. É uma equipe alta e com jogadores bem mais rodados do que em Sydney, quando estavam iniciando sua trajetória internacional”, analisou Bernardinho.