A seleção brasileira masculina de vôlei já está em Viña del Mar, no Chile, para a disputa do Campeonato Sul-americano a partir de quarta-feira. O Brasil está no grupo A, ao lado de Uruguai, Colômbia e Venezuela. O grupo B é composto por Chile, Argentina, Peru e Paraguai.
A estréia do time verde e amarelo será contra o Uruguai, quarta-feira, às 21h45. No dia seguinte, os brasileiros enfrentarão a Colômbia, às 22h. No encerramento da fase classificatória, o adversário será a Venezuela, sexta-feira, às 20h.
Nos últimos cinco anos, além da Argentina (tradicional adversário sul-americano), a Venezuela foi uma pedra no sapato brasileiro, como o próprio técnico Bernardinho destaca. Tudo isso depois da derrota brasileira para os venezuelanos nos Jogos Pan-Americanos de Santo Domingo, em 2003.
No entanto, aquela foi a única vitória frente aos atuais bicampeões mundiais, campeões olímpicos e pan-americanos. Este ano, Brasil e Venezuela se enfrentaram uma vez, justamente na semifinal dos Jogos Pan-Americanos do Rio de Janeiro, e os brasileiros levaram a melhor e venceram por 3 sets a 0.
A Venezuela conta em sua comissão técnica com o treinador Ricardo Navajas e o auxiliar Chiquita, ambos brasileiros. “Os venezuelanos têm uma comissão técnica capaz”, lembra Bernardinho. “Os venezuelanos são muito perigosos no ataque e têm força física, além de serem experientes”, completa.
A Venezuela não participou da última Copa América realizada mês passado, em Manaus, justamente para se preparar para a disputa do Sul-Americano. Na última edição da competição sul-americana, realizada em 2005, em Lajes (SC), o Brasil foi campeão invicto e perdeu apenas um set, justamente para os venezuelanos.
O meio-de-rede Rodrigão lembra bem toda a concentração dos venezuelanos no jogo contra o Brasil. “Eles se preparam para ganhar da gente a qualquer custo. Precisamos estudar bastante o time deles. Será uma partida difícil e que, provavelmente, decidirá o primeiro lugar do grupo. Eles, com certeza, arriscarão tudo. Entram sem responsabilidade”, diz.
O oposto Anderson concorda com o companheiro e lembra que, nos últimos anos, os adversários mais difíceis são outros. “Antes, a rivalidade maior era entre Brasil e Argentina. Agora, a Venezuela cresceu muito e praticamente tirou o posto de segundo lugar da América do Sul da Argentina. Por isso, mais uma vez, todo cuidado é pouco contra os venezuelanos”, ressalta.
Nas últimas três edições do Sul-Americano, Brasil, Argentina e Venezuela estiveram no pódio em todas. O Brasil foi campeão em todas e os argentinos ficaram com a prata em 2001 e 2005, enquanto os venezuelanos garantiram o segundo lugar em 2003 e o terceiro em 2005.
A equipe que defenderá a hegemonia brasileira na competição será a seguinte: Marcelinho e Bruno (levantadores); Anderson e André Nascimento (opostos); Giba, Dante e Murilo (ponteiros); Samuel (ponteiro/oposto); Rodrigão, Gustavo e André Heller (meios-de-rede); e Sérgio Escadinha (líbero).